segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

AGÊNCIA BRASIL - 03/12/2012 - Segunda-feira


16h42
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a balança fechou o mês com déficit de US$ 186 milhões. Antes, o resultado mais fraco para o mês tinha sido o de novembro de 2000 (déficit de US$ 658 milhões). Janeiro teve o pior resultado deste ano: saldo negativo de US$ 1,3 bilhão. Para a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o resultado representa equilíbrio. "Foi um ligeiro déficit de US$ 186 milhões", disse ela, lembrando que 2011 foi um ano recorde para exportações, importações e superávit comercial e que, neste ano, a balança sofre os efeitos da crise internacional.
20h24
O procurador-geral da República disse que reapresentará o tema ao plenário do Supremo Tribunal Federal assim que a etapa de fixação de penas terminar. Segundo Roberto Gurgel, a execução imediata das sentenças inclui a perda de mandato dos parlamentares condenados.
19h02
Adultos e menores privados de liberdade farão as provas do Enem amanhã e quarta-feira (4 e 5) nas unidades indicadas pelos respectivos órgãos de administração prisional e socioeducativa dos estados. A prova será feita em dias úteis para evitar a movimentação que ocorre em presídios com as visitas dos fins de semana.
15h43
A Terceira Turma do TRF1 confirmou hoje a liberdade concedida ao contraventor pelo desembargador Fernando Tourinho Neto em outubro. Segundo o desembargador, Cachoeira estava sendo prejudicado por excesso de tempo de prisão preventiva (quando ainda não há condenação).
18h34
A nova etapa de venda vai até 15 de janeiro e oferece 477.441 entradas para os 16 jogos da Copa. No caso de partidas em que o número de pedidos for maior que o de ingressos disponíveis, haverá um sorteio em fevereiro e a pessoa sorteado receberá e-mail informando se a compra foi efetivada.
13h29
Segundo a Fundação Getulio Vargas, a inflação de vários produtos usados na ceia é três vezes maior do que a registrada na média acumulada pelo IPC de dezembro de 2011 a novembro de 2012 (5,77%). Ficaram mais caros, entre outros, o arroz, a cebola, a batata inglesa e frutas como mamão papaya, manga, abacaxi e maçã.
13h28
De 2000 a 2010, aumentou em um terço o número de imigrantes nos 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, apesar dos impactos da crise econômica e da redução gradativa de oportunidade nos desenvolvidos. Os números são mais expressivos na Espanha, na Islândia e Irlanda.
17h19
Em mensagem enviada ao Congresso, a presidenta disse que vetou o dispositivo que previa que a nova divisão dos royalties valeria inclusive para contratos de concessão já licitados, o que, para ela, violaria "frontalmente" a Constituição. Dilma vetou 23 dispositivos da proposta aprovada pelo Congresso.

11h19
“Antes havia o 'engavetador-geral' da República. Com o presidente Lula, começamos a ter um procurador com toda a liberdade", disse Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência. Segundo ele, a Polícia Federal só passou a ser independente nos governos de Lula e agora de Dilma.

14h05
Estudos feitos no Brasil, Uruguai e Paraguai indicam que políticas públicas de combate à pobreza foram insuficientes para melhorar as condições de trabalho da mulher latino-americanas. Segundo os estudos, a falta de atenção à divisão dos horários de trabalho por sexo nas famílias perpetua a dupla jornada feminina.
15h24
Trabalhadores rurais e representantes de comunidades indígenas e do setor privado preparam um estudo sobre resultados positivos e gargalos das políticas agroambientais brasileiras. O estudo será apresentado em março a autoridades do Chile, da Colômbia, do México e da Nicarágua que avaliarão as ações que podem ser adotadas nestes países.

12h22
O Ministério da Saúde incluiu na lista de remédios fornecidos pelo Sistema Único de Saúde o medicamento Palivizumabe, usado na prevenção do vírus sincicial respiratório em bebês prematuros e crianças até 2 anos com doença pulmonar crônica ou doença cardíaca congênita.

COLUNA DO PAULO TIMM(De Portugal) - O mundo cão baixou nas elétricas



(Compilação) 



Massacre, terremoto, efeitos devastadores, clima tenso, iminência de explodir, campo minado, mercado órfão, situação pré-falência. Estas são algumas das expressões usadas durante o mês de novembro para definir a situação da Medida Provisória 579, relacionada à renovação de contratos com as empresas elétricas e a redução das tarifas da conta de luz de consumidores residenciais, comerciais e industriais. O artigo é de Najar Tubino.
Massacre, terremoto, efeitos devastadores, clima tenso, iminência de explodir, campo minado, mercado órfão, situação pré-falência. Estas são algumas das expressões usadas durante o mês de novembro para definir a situação da Medida Provisória 579, relacionada à renovação de contratos com as empresas elétricas e a redução das tarifas da conta de luz de consumidores residenciais, comerciais e industriais. Por isso, resolvi me adequar ao estilo, embora as expressões citadas fossem publicadas no jornal Valor, o braço econômico das Organizações Globo e da Folha de São Paulo. Também posso falar em braço, porque é desse jornal, que saem as centenas de páginas de publicidade – custo mínimo de R$130 mil – e dos relatórios contábeis das maiores empresas brasileiras. E é claro, nas mesmas páginas estão impressas as opiniões e análises dos segmentos da economia, principalmente do mercado financeiro.

A novela é sempre a mesma. Sai uma medida, vamos dizer, “contra” o mercado financeiro, como foi a redução dos juros, onde os analistas foram surpreendidos, e logo em seguida, entra uma avalanche de informações artigos e declarações de especialistas. Normalmente, economistas de corretoras ou de consultorias. Costumo ler esse jornal muito atentamente. E acompanhei o roteiro da destruição, ou da tentativa, de minar a MP 579.

Vamos aos fatos. Há dois anos a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) vem discutindo com os agentes do setor, como eles dizem, as mudanças na definição das tarifas de eletricidade. Também anualmente a mesma ANEEL publica os números da depreciação dos ativos, na linguagem econômica, que estão em poder das concessionárias, conforme contratos assinados há décadas – na média 30 anos. Parte deles vencerá em 2015 e outra em 2017. Isso vale para geradoras, administram as hidrelétricas, térmicas ou eólicas, não interessa a fonte; as transmissoras que são responsáveis pela rede de linhas – o que não é pouco, mais de 98 mil km -, subestações, e por fim, as distribuidoras, mais regionalmente, levam à luz aos mais diferentes locais, sejam residências, indústrias ou comércio.

O que será renovado: 58 geradoras, com capacidade para 21,5 mil MW – 20% do mercado -, 73 mil km de linhas, ao redor de 83% da rede básica do Sistema Integrado Nacional e 30% do mercado das distribuidoras, contratos de 41 empresas. O prazo para reonovação, para quem aceitar a proposta é quatro de dezembro. Desse total, 67% da geração está sob administração da Eletrobras, no caso das linhas de transmissão 62% e 25% da distribuição. A Eletrobras é uma empresa de economia mista, com ações nas bolsas de São Paulo, N. York e Madri, e conta com 60% do mercado de geração e 40% de transmissão. Ou seja, ela domina o mercado. O governo federal tem 58% das ações, incluindo uma parte do BNDES, mas o banco JP Morgan tem cerca de 8% do capital votante.

Também tem o fundo norueguês Skagen, que tem cerca de 1% em ações ordinárias e 17,5% das preferenciais, e diz ter quase três bilhões de reais investidos no Brasil.

Aliás, do porta-voz desse fundo, partiu uma declaração das mais histéricas e demonstrativas do poder europeu, sobre os coitados dos tupiniquins, metidos a emergentes:

“- Nós temos condições financeiras de levarmos esse processo para a justiça. Isso está transformando o Brasil em uma Argentina, é o que mais se comenta no mercado. Estão querendo nacionalizar o setor”.

No início do ano, as posições do fundo Skagen na Bolsa de São Paulo valiam R$1,3 bi e em novembro estavam em R$730 milhões. Na seção “histéricos” poderíamos incluir uma conhecida comentarista econômica nacional, que escreveu:

- A Eletrobras já perdeu 70% do seu patrimônio e corre o risco de default.”
Para quem não sabe o patrimônio da Eletrobras envolve 30 usinas hidrelétricas, 15 termelétricas, duas nucleares, 190 subestações e quase 60 mil km de linhas de transmissão. Além disso, tem metade de Itaipu – corresponde a uma hidrelétrica de quase sete mil MW – e suas controladas, possuem outro tanto, como a Chesf, a Eletronorte, Eletrosul, Companhia de Geração Térmica de Energia (CGTEE) e mais seis distribuidoras. Que é a parte “menos nobre”, porque são deficitárias – incluem empresas nos estados de Alagoas, Piauí, Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. Está para comprar 50% da distribuidora de Goiás.

Então, sinceramente, um patrimônio desses desaparecerá no mercado, porque os analistas dos bancos de investimentos definiram que os preços das ações não correspondem mais ao valor de mercado. Aqui começa a seção “massacre das elétricas”, uma das dezenas de matérias publicadas no Valor. Em primeiro lugar, as ações dessas empresas são consideradas “defensivas”, àquelas que não custam muito caro, não tem rali nos preços, mas pagam polpudos dividendos no final do ano – é o lucro da empresa repartido com os acionistas. Por lei, quem participa da Bovespa, tem que distribuir 25% dos lucros. Mas as elétricas, generosas e preocupadas com seus acionistas, distribuíam mais de 90% dos lucros – caso da Eletropaulo.

Quem são os analistas citados. Os representantes dos bancões americanos ou ingleses, os mesmos da crise de 2008, que vendiam mansão para mendigo e davam o troco, e reempacotavam os títulos e vendiam aos fundos de todos os tipos espalhados pelo mundo, com grandes retornos. É o caso do Goldman Sachs, JP Morgan, Barclays. Este último, o analista de plantão estabeleceu o preço das ações da Eletrobras em R$1, o preço-alvo, como eles chamam. O Itaú foi mais comedido fixou em R$8. Quase no final de novembro, as ordinárias com direito a voto estavam em R$9,69. A empresa tinha “perdido” mais da metade de seu patrimônio – de R$26 bi para R$11,6 bi.

Vamos ver o que pensa o investidor Luiz Barsi Filho, de 73 anos, citado pelo próprio mercado como um especialista, que já fez fortuna na bolsa e vive de dividendos.

“-Um país não pode deixar de investir no setor de energia se quiser ter uma visão de desenvolvimento. As controvérsias não foram resolvidas e as elétricas vão continuar sofrendo. Mas isso pode significar uma oportunidade de investimento magnífica. Estou aproveitando para comprar mais”.

Não foi somente ele. Muitos bancos emitiam recomendações de venda, e na outra ponta, compravam as mesmas ações. Mas essa também é velha e ultrapassada. Resolvi conferir algumas análises feitas pelos mesmos analistas em 2010 e 2011. Informações que estão nas páginas dos veículos econômicos. Uma delas, da Exame, do Grupo Abril, comentando uma lista de 12 empresas que mais pagam dividendos na bolsa, produzida pela consultoria Economática, onde trabalha um ex-presidente do Banco Central, muito conhecido na área.

- Entre as mais generosas na distribuição de lucros nos últimos cinco anos, 75% pertencem ao setor elétrico – das 12 citadas. Encabeçando a lista aparece o papel da Eletropaulo, com “dividend yield” médio de 19,4% de 2007 para cá. Significa que quem investiu na ação levou para casa um retorno de quase 20% ao ano. Empresas como Celpe (Pernambuco), Elektro, Coelce (Ceará), Taesa (controlada pela Cemig) engrossam a lista”.

Os motivos de tanta generosidade? “Depois de terem instalado suas infraestruturas, elas conseguem prover o serviço por décadas a fio sem a necessidade de grandes investimentos. Elas também se protegem da inflação, já que a conta de luz, não deixa de ser reajustada com o aumento dos preços da economia. Com geração de caixa constante, as companhias veem na divisão dos lucros uma forma de manterem os acionistas interessados nos papeis”, continua o mesmo texto. Outra recomendação no site Pequeno Investidor:

-“As empresas de energia elétrica podem fazer bons pagamentos porque o setor não precisa usar parte do faturamento para planos de expansão. Elas têm fluxo de caixa estável e deve permanecer assim pelos próximos anos”.

O lucro das maiores do setor, inclui grupos multinacionais, como GDF Suez, Iberdrola, AES Corporation, Endesa, foi de US$7,5 bi em 2009. Ele cresceu 230% de 2003 a 2009. A Cemig, considerada a “mais alinhada como mercado”, controlada pelo governo mineiro, com acionistas, entre milhares, como a própria AES e a Andrade Gutierrez, teve um lucro líquido de R$2,4 bilhões em 2011, considerado um ano histórico em faturamento – R$5,4 bilhões. Distribuiu mais de dois bilhões de reais em dividendos. A Eletrobras foi mal no 3º trimestre de 2012, mas lucrou R$1 bi, 24% menos, no mesmo período do ano passado. A Neoenergia lucrou R$300 milhões no 3º trimestre de 2012 – essa é uma sociedade da Iberdrola com a Previ e o Banco do Brasil. O lucro da Cemig no mesmo 3º trimestre foi de R$937 milhões.

Aí no meio dessa generosidade e de lucros milionários, vem o governo federal querendo reduzir a tarifa em 20% nas contas de luz de 2013. E cortar o faturamento de geradoras e transmissoras – as regras para as distribuidoras sairão em março de 2013 – com a redução do preço fixado para operação e manutenção. Pelos cálculos da Empresa Pesquisa Energética (EPE) deve cair de R$90 para cerca de R$23 pelo megawatt hora. É uma loucura e tanto. E, além disso, deslanchar a economia brasileira, pois as empresas pagarão menos por um dos insumos mais importantes. Entrarão no mercado R$24 bilhões ao ano, como divulgou a Fiesp.

Porém, o discurso do “mercado” não é esse. As elétricas, como a Eletrobras, não conseguirão manter os investimentos – nesse caso de 10 a 12 bilhões de reais. Incluem as maiores hidrelétricas que estão em construção, como Jirau, Santo Antônio e Belo Monte. O BNDES não vai receber R$24 bilhões que tem em financiamentos . Quem lidera o consórcio de Jirau, por exemplo, é o grupo belga GDF Suez. A garantia do pagamento dos financiamentos é a própria receita das usinas. Mas tem mais. É uma estratégia para conter a inflação em 2013, ajudar o Banco Central e não elevar os juros. Só não falaram claramente que a campanha contras as mudanças, que partiu do mercado financeiro e depois engrossou com as declarações dos porta-vozes das empresas dos governos de São Paulo, Paraná e Minas gerais – respectivamente, Cesp, Copel e Cemig.

Casualmente, são todos do PSDB. Isso é só um detalhe, assim como chegar em 2014, na próxima eleição, com os preços das tarifas de luz, reduzidos em 20%.

“- Atenção povo brasileiro, o governo quer reduzir os preços da conta de luz, mas tem gente que é contra.”

A FIESP publicou anúncio de página inteira para colocar a questão. Afinal, a média de idade das usinas que deverão renovar contratos – 109 – é de 56 anos. Já ganharam o suficiente, e a maioria irá para a terceira fase de concessão. Na visão de alguém bem posicionado, como o industrial Jorge Johannpeter Gerdau, presidente da Câmara de Produtividade do governo federal:

“- Muitas usinas já foram amortizadas duas vezes com dinheiro público. Não é possível que a população pague mais uma amortização. Agora, em termos de mercado de capitais o pessoal achava que iria continuar para o resto da vida com os contratos”.

A choradeira principal é pela indenização. O governo federal fixou em R$20 bilhões, sendo que a Eletrobras teria direito a R$14,5 bilhões. A Cesp quer R$8 a R$9 bilhões. A proposta é R$1 bi. Para a Cemig são R$250 milhões. Márcio Zimmermann, ministro interino de Minas e Energia foi dar explicações e rebater o mercado e as concessionárias.

Entre outras coisas disse: o custo de uma hidrelétrica nova, de 500MW, por exemplo, é de R$3 por megawatt hora. O número de operários que trabalha caiu de 100 para 10. A atual remuneração das concessionárias, que tiveram o investimento amortizado, quase em sua totalidade, criou uma zona de conforto, que não é interessante para o setor. E perguntou: quantas usinas eles fizeram nos últimos 15, 20 anos? Três usinas da Cemig, que diz que não vai renovar os contratos, em 20 anos, com a mesma tarifa, e um faturamento de R$1,5 bi, garantiria um caixa de R$30 bi em 20 anos, afirmou Márcio Zimmermann.

Mas ainda tem o outro lado da novela. A perda de energia no Brasil, incluindo os três segmentos responsáveis, é de 20,38%. Está num trabalho que o Tribunal de Contas da União fez em 2004, e é citado num trabalho recente sobre a energia elétrica no Brasil apresentado pelo ISA, Greenpeace Brasil, Amigos da Terra e pesquisadores ligados ao Instituto Politécnico da USP e ao INPA. Na Argentina as perdas são de 9,9%, no Chile 5,6%, no Peru 9,3%. Na União Europeia a média é de 7%, sem contar a Alemanha que é de 3,4%.

Também li o relatório da ANEEL de prestação de contas de 2011. Os técnicos da agência realizaram 109 fiscalizações dos serviços de transmissão, em lugar das 50 programadas e 256 fiscalizações em lugar das 180 programadas, porque ocorreram vários desligamentos não programados e de longa duração. Um trecho do relatório:

“- O ano de 2011 foi de intenso trabalho para a fiscalização, sobrecarregada em razão da ocorrência de vários desligamentos não programados e de longa duração, que ocorreram no SIN atingindo toda a região nordeste, envolvendo a cidade do Rio de Janeiro e a região metropolitana de São Paulo. Em 2011, o consumidor ficou em média 18horas e 24 minutos sem energia, ultrapassou o limite de 16,23 horas.”

Em 2012 foram quatro apagões seguidos, os últimos em outubro. Um deles, na área da Cemig, o funcionário “esqueceu” de religar a chave de um equipamento. O Ministério de Minas e Energia mandou fazer um pente fino no sistema, que está em vigor.

Quer dizer, deitado em berço esplêndido, caindo o dinheiro na conta dos acionistas, receita garantida por 30 anos – não vou nem comentar a parte ambiental -, deve ser uma prévia do paraíso. Entretanto, analistas de mercado e gestores de fundos – também tem uma parcela de ações das elétricas – não se preocupem, porque uma nova geração de “empresas defensivas” na bolsa já está sendo articulada. E isso é uma péssima notícia para consumidores de São Paulo, Minas e Paraná – novamente a coincidência. São as empresas de saneamento, como a Sabesp e a Copasa, de SP e PR, respectivamente. As agências reguladoras estaduais estão definindo o índice de aumento das tarifas. A corretora J. Safra, por exemplo, está apostando em 13% de aumento. Mas o Citi chutou o balde: 18,2% de aumento.

Como resume bem a análise de Alexandre Montes, da Lopes Filho & Associados.

“- O setor elétrico deixou o mercado de certa forma órfão, porque ele não é mais considerado um segmento contra o risco, e as empresas de saneamento podem ocupar este espaço.”

Mas o analista Sérgio Tamashiro, da J. Safra, foi fundo na questão:

“- O reajuste não é um fator inibidor de consumo no saneamento e se for elevado será bom para as ações da Sabesp, porque garante a maior tarifa e maior é a rentabilidade”.

As ações da Sabesp acumularam alta até o meio de novembro deste ano de 72%, cotadas a R$ 86,00. Onze corretoras têm recomendação de compra. Não é uma maravilha esse mercado financeiro. Só para lembrar. A Apple, maior empresa do mundo em valor de mercado, nunca pagou dividendo. O Jobs sempre foi contra.

Tempo em Visconde do Rio Branco-MG


Visconde do Rio Branco-MG
Esquina de Rua Santo Antônio com São José - Pito Aceso


Temperatura máxima 29ºC
Temperatura mínima 16ºC
TEMPO PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA.
Vento: FRACOS/MODERADOS
Direção do vento: NW-NE

INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA



"
(Noite sem lua e sem estrela(21:00). Neste momento, na 

Rua Santo Antônio, temperatura a 30,4ºC.)



AMANHÃ
Máxima30ºC
Mínima17ºC
SOL ENTRE NUVENS COM CHUVA ISOLADA

INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA

Tempo em Guiricema-MG


Guiricema-MG- pede socorro !!!
Imagem: Fernanda Vaz Melo


Temperatura Máxima 29ºC
Temperatura mínima 16ºC
TEMPO PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA.
Vento: FRACOS/MODERADOS
Direção do vento: NW-NE




AMANHÃ


Máxima30ºC
Mínima17ºC
SOL ENTRE NUVENS COM CHUVA ISOLADA

INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA

Maria Auxiliadora Ribeiro Gomes(Viçosa-MG) - Um projeto Residencial








                                       Um projeto Residencial









COLUNA DA MÁRCIA MARIN(Angel City-PR) - SAÚDE E BELEZA: FILTRO SOLAR





DR LAIR RIBEIRO

Em entrevista concedida ao "Arrase!" o dr. Lair Ribeiro faz revelações surpreendentes sobre o uso do filtro solar. Dados, que nunca são divulgados, foram esclarecidos nesta entrevista pelo consagrado médico e escritor em linguagem acessível ao consumidor.

Arrase!: Os filtros solares não funcionam?

>Dr. Lair Ribeiro: Os filtros solares brasileiros em sua maioria não funcionam e ainda engordam.
Porque não funcionam: o que causa estragos na pele são os raios UVA, e a maioria dos filtros solares brasileiros só protegem contra os raios UVB. As pessoas usam filtros solares comerciais sem saber que não estão sendo protegidas dos raios que realmente causam os estragos: Os raios UVA. As marcas de filtros solares costumam citar na embalagem "proteção UVA/UVB" e logo em seguida citam algo como "proteção de largo espectro". Isso quer dizer que a proteção UVB é a indicada no rótulo: FPS 15, 30 ou qualquer outro, mas a proteção UVA que é medida em PPD não existe, fica disfarçada com a tal frase "proteção de largo espectro". Isso é uma forma genérica de não se dizer nada, uma forma de disfarçar a falta de proteção UVA.

Arrase!: E quanto ao fato do filtro solar engordar?

>
Dr. Lair Ribeiro: Engordam. Por exemplo, outro dia uma moça me mostrou com orgulho um tubo de filtro solar FPS 100, disse que havia pagado uma fortuna e que achava que agora estava protegida.
E eu perguntei: Desde quando você está usando esse filtro? Há alguns meses. E quantos quilos você engordou desde que começou a usar esse filtro? Ela parou, pensou e disse: uns sete quilos.
Isso é uma verdade que quase ninguém sabe, isso não é divulgado. Os filtros solares brasileiros em sua maioria contêm como agente principal uma substância chamada 4-metil benzilideno cânfora (4-mbc). Essa substância bloqueia a função da tireóide e com isso a atividade estrogênica cresce, o nível de estrogênio aumenta. Em resumo: o 4-metil benzilideno cânfora é absorvido através da pele e desencadeia uma maior produção de estrogênio que é um hormônio feminino. O aumento de estrogênio engorda e faz aparecer a celulite.
Nos homens que usam filtro solar, ocorre o aumento do tecido mamário e o arredondamento dos glúteos, dando-lhes uma forma típica do corpo feminino. O homem fica com ‘peito e bunda’. Além desses fatores, o 4-metil benzilideno cânfora é altamente cancerígeno.
Por todos esses motivos, o 4-metil benzilideno cânfora é uma substância que está proibida em muitos países, mas não no Brasil.

Arrase!: Podemos engordar mesmo se usarmos esses filtros solares comuns só em uma área pequena como o rosto?

>Dr. Lair Ribeiro: Sim, dá no mesmo. O rosto é um lugar que absorve muito.

Arrase!: Existe algum filtro solar que não engorde?

>Dr. Lair Ribeiro: Filtros solares que tenham Tinosorb como princípio ativo, já que essa substância protege dos raios UVA, não engorda e não é cancerígena.

Arrase!: O sol afinal é causador de problemas ou não?

>Dr. Lair Ribeiro: Em 1903, o Dr. Niels Ryberg Finsen ganhou o prêmio Nobel de medicina estimulando o uso da luz solar na cura de doenças. Ele já sabia na época, que o sol desencadeia a produção de hormônio D3 (o que conhecemos como vitamina D, mas que na verdade é um hormônio).
A partir daí, muitas doenças foram tratadas com a luz solar. Hoje sabemos que a vitamina D é o hormônio mais poderoso no corpo humano, e é responsável por controlar pelo menos 10% dos genes do corpo de uma pessoa.
Atualmente, existe uma deficiência de vitamina D nas pessoas. Elas acordam, entram no carro na garagem sem sol, dirigem até o trabalho onde passam no mínimo 8 horas sem sol, voltam para casa à noite.
Não tomam sol, e quando tomam, tomam com medo, se instalou uma paranóia de que o sol faz mal, tomam sol cheias de filtros solares que não bloqueiam o que realmente causa danos: raios UVA.
As pessoas têm medo de ficar com melanoma (câncer de pele) se tomarem sol, mas paradoxalmente, quanto menos as pessoas tomam sol no mundo, mais cresce a incidência de melanoma e de cânceres diversos como de pulmão, próstata, colo, e de doenças como o diabetes, o raquitismo, doenças cardíacas, perda de dentes.
A incidência dessas doenças aumenta na medida em que as pessoas se afastam do sol. O sol diminuiu e o melanoma aumentou.
As pessoas não sabem que a maioria dos casos de câncer de pele aparecem em áreas onde não se toma sol: área interna da coxa, axilas etc.

Arrase!: E como se proteger do fotoenvelhecimento?

>Dr. Lair Ribeiro: De nada adianta tentar combater o fotoenvelhecimento usando filtros que não protegem dos raios UVA. Além disso, o que mais envelhece o ser humano é a falta de produção de vitamina D.
Entre os 20 e os 70 anos de idade, o ser humano vai perdendo a capacidade plena de produção de vitamina D, o que só é conseguido tomando sol diariamente, e não fugindo do sol como as pessoas vêm fazendo.
Usar um filtro que proteja dos raios UVA ajuda muito também.

Arrase!: Como escolher um filtro solar eficiente e que não engorde?

>Dr. Lair Ribeiro: Filtro solar eficiente é o que tenha proteção UVA e UVB. Pouco adianta usar um filtro que proteja somente contra raios UVB.
E filtro solar que não engorda não deve conter 4-metil benzilideno cânfora (4-mbc).

Arrase!: Como saber se o filtro escolhido protege contra os raios UVA?

>Dr. Lair Ribeiro: Para começar, as pessoas já erram jogando dinheiro fora com filtros solares com altos índices FPS sem saber o que estão fazendo. Para entender corretamente, FPS é o índice que determina o tempo em que uma pessoa pode ficar ao sol sem ficar vermelha. Se eu for explicar de uma maneira acessível seria assim: uma pessoa vai para o sol ao meio dia, de biquíni, liga o cronômetro e marca quantos minutos leva para sua pele começar a ficar vermelha. Vamos dizer que a pele dela começou a ficar vermelha em 20 minutos.
Se essa pessoa resolver usar um filtro com FPS 15, isso quer dizer que sua pele estaria protegida por um tempo 15 vezes maior: 20 X 15 = 300. Nesse caso isso daria 300 minutos ou 5 horas, o que significa que com esse FPS essa pessoa poderia ficar ao sol por 5 horas sem ficar vermelha.
Se a mesma pessoa resolvesse usar um filtro com FPS 70, estaria protegida por 15 X 70 = 1050 minutos ou 17,5 horas. Mas quem fica 17,5 horas sob o sol? As pessoas gastam dinheiro com filtros de FPS elevados sem se darem conta de que isso é inútil, dinheiro indo pelo ralo abaixo.
Uma pessoa comum não fica 17,5 horas sob o sol, quando muito, fica em torno de 4 ou 5 horas.
Assim, usar um filtro solar de FPS 70 no caso dessa pessoa, é uma besteira, uma idiotice. Se você costuma ficar entre 3 e 4 horas no sol, um filtro solar FPS 8 ou 10 é mais que suficiente. O erro já começa aí.
O índice FPS indica quanto o produto protege contra a radiação UVB. O índice PPD indica quanto o produto protege contra a radiação UVA.
As pessoas estão acostumadas a ver qual é o FPS, mas o que elas devem checar mesmo é se no rótulo do produto consta o PPD, ou seja, o fator de proteção contra raios UVA. Somente se estiver escrito o PPD no rótulo, o produto será útil contra os raios UVA.

Arrase!: Qual o índice PPD adequado para proteção contra raios UVA?

>Dr. Lair Ribeiro: O índice adequado de PPD é sempre aquele que estiver numa quantidade em ao menos metade do índice FPS. Por exemplo, se você comprar um filtro solar com FPS 30, o fator adequado de proteção PPD
será 15. (metade de 30 = 15) Verifique sempre na embalagem se constam esses dois índices: FPS e PPD.
Se só constar o FPS, não adianta nada.

Arrase!: Como usar corretamente o filtro solar?

>Dr. Lair Ribeiro: Primeiro, usando um filtro que proteja dos raios UVA.
Segundo, fazendo uso do filtro de modo adequado: vá para o sol, tome em torno de 20 a 30 minutos de sol sem protetor e somente após esse período passe o protetor, com fator entre 8 e 15. 

EDUCAÇÃO - Sayonara(QUARAÍ-RS) - Por que competências e habilidades, hoje?





.........Na escola para todos, as dificuldades em realizar o percurso é motivo de investigação das estratégias, que complementam o ensino no horário regular das aulas, de revisão das condições que dificultam o aproveitamento escolar das crianças.

Continuação......

Na escola da excelência, competências e habilidades, nos termos em que analisaremos mais adiante, são meios para outros fins: a erudição, o aperfeiçoamento, o domínio das matérias ou disciplinas, a realização de metas ou trabalhos de ponta. Na escola para todos, competências e habilidades são o próprio fim e, nela, as matérias ou atividades escolares são os meios que possibilitam sua realização.
Do considerado acima, podemos concluir que a escola da excelência é melhor do que a escola para todos? Penso que essa não é uma boa pergunta, porque pressupõe a ausência da excelência na escola para todos ou a ausência de problemas ou dificuldades na escola de excelência. Além disso, não é uma boa pergunta porque compara, pedindo escolha, dois valores - a excelência e a equanimidade - igualmente fundamentais. O primeiro, porque nos dá o direito de sermos melhores do que já somos, como expressão de nossa necessidade e possibilidade de aperfeiçoamento na luta da vida contra a rnorte (injusta e sem sentido), doença, miséria, sofrimento ou ignorância. Em outros termos, temos o direito de viver em favor da saúde, do conforto, da alegria, da liberdade e do amor ao conhecimento. O segundo, porque abre, sem privilégio ou condições, a possibilidade de todos freqüentarem a escola e nela realizarem, por direito, sua formação. Além disso, a escola para todos pode revelar ou formar, por certo, muitos alunos que possuem ou aprendem as qualidades da excelência. Ser excelente ou continuar assim, mormente em uma sociedade competitiva e tecnológica, como a nossa, é muito difícil e muitos perderão essa condição, muitos não suportarão o peso da concorrência, mesmo na escola.


Continua na próxima edição: 


Exercício ou problema?