terça-feira, 4 de dezembro de 2012

EDUCAÇÃO - Sayonara(QUARAÍ-RS) - Por que competências e habilidades, hoje?




......Ser excelente ou continuar assim, mormente em uma sociedade competitiva e tecnológica, como a nossa, é muito difícil e muitos perderão essa condição, muitos não suportarão o peso da concorrência, mesmo na escola.



Exercício ou problema?


 Aproveitemos a situação para uma reflexão sobre a diferença entre exercício e problema. O jogo, acima proposto, é um jogo de exercício ou de problemas. E o que exatamente significa exercício? Consideremos o ato de caminhar. Caminhar é um exercício quando já adquirimos essa habilidade. O exercício supõe, então, a repetição de uma aquisição - motora, no caso - de uma habilidade que, para aquele que a executa, não constitui um problema. O exercício, nesse caso, corresponde a um meio para outra finalidade, por exemplo, fazer o coração trabalhar mais, do ponto de vista cardiovascular. Com isso, o exercício ajuda a combater problemas cardíacos, obesidade, estresse etc.

   O caminhar, no caso indicado acima, não é um problema em si, pois se trata de repetir um padrão, um esquema ou hábito já aprendido. Porém, no decorrer do percurso, podem-se enfrentar problemas. Por exemplo: ter de atravessar uma rua movimentada e obrigar-se a estar atento aos veículos, para não se acidentar; evitar o possível ataque de um cachorro, não se deixar distrair pelas coisas interessantes vistas ao longo do caminho etc. Esses são exemplos de problemas porque implicam situações inesperadas, implicam resolver ou decidir sobre variáveis não previstas no esquema do caminhar. Esses problemas, como no jogo que lembramos acima, são obstáculos ao longo do percurso, que pedem, como é usual em situações problemáticas, interpretação do desafio proposto no contexto, planejamento da solução ou das soluções possíveis, execução da solução planejada e avaliação dos resultados.

Tudo isso no momento em que se realiza a atividade. Ou seja, problema é aquilo que se enfrenta e cuja solução já conhecida ou incorporada não é suficiente, ao menos no conteúdo. Explico: há problemas que nos desafiam não pela forma, porque essa já é conhecida, mas pelo seu conteúdo, que é novo, inusitado, singular, original. Não é assim, na resolução de palavras cruzadas? Sabemos, por experiência prévia, em que consiste a problema e como se deve resolvê-lo, mas não conhecemos a solução para aquele problema particular, com cujo conteúdo estamos entrando em contato nesse momento.

Penso que vale a pena insistir na distinção entre exercício e problema porque, algumas vezes, nas escolas e nos livros didáticos, problemas e exercícios são tratados como se fossem equivalentes.

Voltemos ao jogo de percurso. Uma coisa é seu uso como recurso para exercitar cálculos que a criança já aprendeu e que pode "fortalecer" por intermédio desse jogo. Outra, são os problemas propostos no contexto do jogo ou mesmo de certos tipos de cálculos que implicam tomadas de decisão, correr riscos etc. É importante termos em conta que o cálculo pode não ser o problema, ainda que faça parte de sua solução ou corrobore para ela. Em outras palavras, o exercício é fazer contas; o problema é realizar uma conta para a qual não se estava suficientemente preparado, porque é de um outro tipo, tem uma estrutura mais complexa, coloca uma dificuldade a mais etc.

Em síntese, exercício é o repetir, como meio para uma outra finalidade: por exemplo, caminhar para promover um trabalho cardiovascular. Problema é o que surpreende nesse exercício, é o novo, o que supõe invenção, criatividade, astúcia. É certo, também, que, dependendo da forma como é proposto, o exercício pode configurar um problema.

Seria então possível perguntar se as questões são formas de exercício ou de problema, aliás, uma boa pergunta. Há questões que têm sentido de questão, mas há outras, por exemplo, que propõem cópia ou algo não desafiador. Ou seja: uma pergunta pode ter várias intenções: pedir conselho, falar mais sobre o assunto, suspender um juízo sobre o que está sendo analisado, fazer comparações. Certas questões sugerem bons problemas, outras não. Por exemplo, há questões que propõem bons problemas para o professor, mas não necessariamente para os alunos a quem são dirigidas. O importante é que a questão faça gerar um desejo ou uma necessidade que só o trabalho de encontrar uma solução possa satisfazer. É fundamental, ainda, que a questão proponha um desafio que possa proporcionar ao sujeito que o experimenta algo no mínimo original, criativo ou surpreendente. Convenhamos, na escola nem sempre sabemos fazer isso.

Um comentário freqüente dos professores é que, muitas vezes, o aluno não consegue ler um problema de matemática corno um problema, ou seja, a pergunta ou tarefa proposta não implica um desafio. A criança, no caso, não sabe interpretar o que está sendo proposto, pois lhe falta às vezes perspicácia para captar o sutil, o fator problemático da questão. É certo, também, que professores não investem, às vezes, muito tempo na leitura, discussão e análise do problema proposto, deixando que o aluno faça isso por si mesmo. Outras vezes, o problema está mal formulado, o que dificulta sua proposição como tal. Por isso, penso que poderia ser proveitoso, em uma reunião de professores discutir, por exemplo, uma prova que foi dada aos alunos. As tarefas estavam bem propostas? O texto estava claro, interessante, bem escrito? Por que certos erros aconteceram nas respostas ou interpretação dos alunos?

Ter sede pode ser uma questão, mas que pode não constituir um obstáculo, pois há água disponível, o sujeito sabe pôr água no copo, sabe levá-lo à boca, sabe beber. Há um caminho a percorrer (como no jogo de percurso), mas para o qual todos os passos estão já, de certa forma, resolvidos por antecipação, basta executá-los. Em outras palavras, uma questão pode implicar obstáculos ou não.

Continua na próxima edição:>

Durante uma aula sobre esse tema, uma aluna mostrou-me o seguinte exemplo: seu sobrinho fazia uma lição de matemática, que tinha o seguinte enunciado:

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Seu Jornal - 03/12/2012 - Segunda-feira

Dr. Antônio Carlos Ignachitti Gomes(1956-2005)
Sem fins comerciais, para ser livre.

Visconde do Rio Branco - Minas Gerais - Brasil - 03/12/2012 - Segunda-feira


Dezembro começa com tempo favorável às festividades




AGÊNCIA BRASIL - 03/12/2012 - Segunda-feira



Balança tem pior novembro em 12 anos

Mensalão: Gurgel insistirá na prisão imediata de condenados


Mais de 23 mil candidatos farão
o Enem em unidades prisionais


Justiça decide manter Carlinhos Cachoeira em liberdade

Fifa oferece mais ingressos
para Copa das Confederações


Visconde do Rio Branco - Minas Gerais - Brasil - 03/12/2012 - Segunda-feira

Imagens
Ruínas do Engenho Central. Imagem cedida por Isah Bapatista

Imóvel remanescente da Usina São João - Rua Teófilo Otôni. Imagem cedida por Isah Bapatista

Terminal Rodoviário. Imagem cedida por Isah Bapatista
Primeira Estação Rodoviária de Visconde do Rio Branco. Imagem: Danton Ferreira.
Igreja Matriz, de Santo Antônio, do Barreiro, do Rosário. A última indefinida. Imangens: Ricardo Lopoes
Açude da Piedade. Imagem: Jefferson Coelho

Açude do Matucho. Imagem: Jefferson Coelho
Adro da Matriz. Imagem: Luiz Manoel
Rua Eugênio de Melo - Pontilhão ferroviário. 
Cachoeira de Santa Maria. Carmem Braz

Cachoeira de Santa Maria. Carmem Braz
Centro da cidade à noite. Imagem: Lorenzo Braz
Centro da cidade a partir do Morro da Escola. Imagem: Cida Sales
Colégio Municipal Rio Branco. Imagem: Messias Henriques
Cine Brasil
América da Sementeira. Imagem:Paulo César Cardoso 
Campo e Arquibancada do Estádio da Boa Vista Joseph Lambert


Aspirantes do Sputinik - 1969
Botafogo da Chácara - 1965. Imagem: Hélio Veríssimo Ferreira.
Brasileirinho F.C. Imagem: Paulo César Cardoso da Silva
Clube de Futebol do Grupo Carlos Soares. Imagem: Margarida Silva
Club e de Meninos.
Esporte Clube Mário Bouchardet. Imagem: Edgard Amin
Estádio da Boa Vista Joseph Lambert. Imagem:  Romilda Aparecida Pereira
Futebol antigo. Imagem: Hélio Veríssimo Ferreira.
Futebol antigo - Nacional A.C.
Futebol femino - Juca Pato. Imagem: Luiza Braga Bittencourt
Clube da Escola. Imagem: Luiza Braga Bittencourt
Nacional - anos 40 
Nacional - 1974
Nacional A.C. - 1961. Imagem: Hélio Veríssimo Ferreira
Nacional A.C. - 1962 - Imagem: Hélio Veríssimo Ferreira
Nacional A.C. - 1973 - Imagem: Hélio Veríssimo
Nacional - 1949. Imagem: Museu Municipal
Nacional - 1975
Renovação - Imagem: Cida Souza Pereira
Funcionários do Pif-Paf. Imagem: Cida Souza Pereira
Time do Bairro de Lourdes. Imagem:> Paulo César Cardoso Silva
Time do Camelinha. Imagem: Romilda Aparecida Pereira
Time do Hugo Caputo. Imagem: Paulo César Cardoso Silva
Time do Santo Antônio, no campo da Colônia. Imagem: Romilda Aparecida Pereira
Time do Bouchardet, no próprio Estádio. Imagem: Osvaldo Sartório Henriques
Time do Bouchardet. Imagem: Hélio Veríssimo
Sputinik F.C. - Anos 60
Sputinik - anos 60 - Hélio recebe taça de Astélio Cândido de Carvalh

































Dezembro começa com tempo favorável às festividades


                  



         Até agora a cidade respira com certo alívio, porque dezembro começou sem os sinais de tempestade que despertam preocupação.

         A população torce para essa calmaria perdurar e que o período de Verão, a se iniciar no próximo dia 21, transcorra sem as tragédias das enchentes dos últimos anos.

         É o período das altas temperaturas e de chuvas fortes.  O calor intenso incentiva muita gente a procurar as praias, principalmente do litoral capixaba: Marataízes, Piúma, Vitória.  Outros preferem a Região dos Lagos, no Estado do Rio de Janeiro, sobretudo Cabo Frio. Ainda há os que vão gozar os encantos da “Princesinha do Mar”, Copacabana, apesar se sua vida cara e do transtorno naquele trânsito pesado da Cidade Maravilhosa, cheia de beleza e cheia de perigo na violência comum de nossas metrópoles.

         Mas já não estranhamos tanto essa onda de violência, que tem chegado de maneira alarmante ao nosso interior.

         A movimentação deste mês ocorre em mão dupla, quando tantos moradores no município aproveitam o período de férias para sair em busca de um bronzeamento da pele, como para se refazerem das energias físicas e mentais da labuta do ano inteiro.  Enquanto isto, outro tanto de rio-branquenses ausentes vem matar saudade de familiares, de amigos e dos tempos longínquos da infância vivida entre em nossas ruas e praças; nos cinemas, nos rios Piedade e  Chopotó, com seus açudes que eram verdadeiras piscinas populares, sem muros e sem fronteiras.  Os campos de futebol dos subúrbios, os da zona rural, os Estádios da Boa Vista e do Bouchardet foram palco de tantos jogos e campeonatos memoráveis, cuja lembrança “mata de saudade”.    

         São comuns os que evocam esses tempos e recorrem à letra de Ataulfo Alves no samba “Meus Tempos de Criança” para manifestar um profundo sentimento: “Eu era feliz e não sabia...”

         As festas de Natal e de Ano Novo têm esta magia de promover reencontros, de evocar ídolos, parentes e amigos presentes em muitas imagens fotográficas, mas há muito tempo fora desta vida, na sucessão natural de gerações, ou mesmo no desaparecimento prematuro por algum motivo fora do nosso controle.  

         Queremos que seja tudo festa; e que as altas temperaturas do Verão permitam tão somente o prazer das praias, da cerveja gelada, do bronzeamento sem exageros para evitar câncer de pele.

         Queremos que as chuvas venham mansas somente para amenizar os efeitos do calor, quando este trouxer desconforto. Nossos rios se encontram impraticáveis para os saudáveis banhos ao ar livre, como fora no passado.

         Queremos que não haja as tormentas das enchentes, porque estamos com a cidade cheia de áreas de risco às margens dos rios, e ao longo de uma avenida construída sem critérios técnicos de segurança,  em desarmonia com o meio ambiente.  O Rio Chopotó teria que ter uma calha com dupla capacidade cúbica, para absorver as enchentes previsíveis para esta época do ano.

         Queremos que haja uma exceção neste Verão, para os moradores ribeirinhos viverem a paz do Natal, e celebrarem tranquilos junto com toda a população a Confraternização Universal da chegada de 2013.  Mesmo que seja uma ilusão momentânea.  Mas, já que vivemos uma esperança de transformação com a ascensão de Joaquim Barbosa na mais alta corte de justiça do país, não custa sonhar mais uma vez.  E aqui em Visconde do Rio Branco precisamos da colaboração da Natureza para este sonho.  O sonho é o combustível que alimenta o ânimo para a vida.

         Dezembro está começando bem. Pode ser um intervalo de o povo ser feliz, apesar dos governantes e das trapalhadas da classe política.  Certamente a continuidade do julgamento dos mensalões e seus atores fiquem para 2013, devido ao recesso de fim de ano.  Será o momento de aproveitamos este interregno, este recreio cívico, para sonhar que as gerações futuras serão governadas por quem respeite o patrimônio público;  que os casos de improbidade e de enriquecimento ilícito fiquem no passado;  que as maracutaias sejam lendas; que o analfabetismo seja apenas uma referência de época. 

         Neste  intervalo, fará bem misturar as cores das árvores de Natal às nossas ilusões. É uma trégua para respirar, para pensar que o salário do trabalhador dê para casa, comida, escola, saúde, vestuário, higiene e uma reserva para aposentadoria digna, tranquila, feliz. 

         Temos que torcer, cruzar os dedos, para que o Verão a começar no dia 21 vença o mês de março sem tragédias, sem perdas de vidas, sem prejuízos, sem dissabores.     

Franklin Netto – viscondedoriobrancominasgerais@gmail.com    

Zezé Cola(Vilas Boas - Guiricema-MG) - Poesia Ilustrada



                                                       Pensamento

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