segunda-feira, 3 de junho de 2013

ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Agência Brasil

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Conferência Municipal do Meio Ambiente de Visconde do Rio Branco,

Gevânia Namorato^



Convite para Conferência Municipal do Meio Ambiente de Visconde do Rio Branco, a ser realizada dias 12 e 17 de junho, de 08:00 as 18:00 horas e 09 às 18:00 horas, na Câmara Municipal, Galeria Éden Clube. Gostaria de contar com a presença de todos cidadãos riobranquenses para promovermos o debate sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos. (PNRS), segue para apreciação de todos sobre a Conferência Nacional.

Conferência Nacional do Meio Ambiente

Voz e voto para contribuir de forma efetiva na elaboração de políticas públicas ambientais. Isso se tornou possível com a realização da Conferência Nacional do Meio Ambiente, um fórum que fez história ao tornar realidade o chamado empoderamento social aos diferentes setores da sociedade que assumem sua responsabilidade com o meio ambiente. Afinal, a definição de políticas públicas para um Brasil sustentável depende de mudanças na forma de atuação das esferas governamentais, do setor produtivo, das organizações da sociedade, chegando ao cotidiano de cada cidadão.

Para isso, é preciso rever e ampliar a nossa noção de desenvolvimento e entendê-lo como uma construção coletiva capaz de gerar qualidade de vida nas dimensões ambiental, econômica, social, cultural e ética.

Em suas edições, a conferência coloca para a sociedade temas estratégicos para o País, que visam a conservação da biodiversidade, da água, do clima e dos recursos energéticos, com vistas ao desenvolvimento sustentável, levando em consideração que é possível sim crescer sem degradar a natureza.

Vamos Cuidar do Brasil - Com este lema, a CNMA convoca o Brasil para debater problemas e soluções, diretrizes, ações e políticas públicas e é com a realização de conferências locais, que podem ser municipais, regionais e estaduais, que grande parte dos atores sociais podem participar da CNMA.

Da etapa estadual saem os delegados da Conferência Nacional, o que constitui um processo de baixo para cima, respeitando equidade de gênero, 30% de delegados do setor empresarial, 5% para povos indígenas, 5% para comunidades tradicionais, 40% de ONGs e Movimentos Sociais e 20% de representantes de governos.

Acima de tudo, a conferência é um instrumento de Educação Ambiental e Democracia Participativa orientada pelas diretrizes do MMA:

1 - Desenvolvimento Sustentável

2 - Transversalidade

3 - Fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente

4 - Controle e participação Social

Tempo em Visconde do Rio Branco-MG

Visconde do Rio Branco-MG
Rua Santo Antônio, a partir da esquina com São José - Pito Aceso


Tempertura máxima 25ºC
Temperatura mínima 14ºC
NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA E TROVOADAS.
Umidade Relativa: 65%
Precipitação Total: 0mm
Vento: FRACOS/MODERADOS C/RAJADAS
Direção do vento: S-SE
INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA

Início de noite com chuva(17:46). Neste momento, na Rua 
Santo Antônio, temperatura a 26,2ºC.




AMANHÃ
Máxima25ºC
Mínima11ºC
SOL COM CHUVA ISOLADA
Instituto Nacional de Meteorologia

COLUNA DO PAULO TIMM(Torres-RS) - Drops junho 03 - A MORTE E A MORTE DE BAUTISTA VIDAL



Drops junho 03 - A MORTE E A MORTE DE BAUTISTA VIDAL



Foi-se um grande brasileiro: Bautista Vidal

Morreu no sábado passado,  aos 78 anos , o físico baiano José Walter Bautista Vidal, ex-professor da Universidade de Brasília (UnB) e enaltecido como o grande incentivador do uso dos biocombustíveis no Brasil e, particularmente do PROALCOOL. Foi ele, na verdade, durante o Governo Geisel (1974-79) , à testa da área de pesquisa tecnológica, o  idealizador do Programa Nacional do Álcool, vindo a ter, em outro professor da UnB, Urbano Ernesto Stumpf (1916-1998), que desenvolveu o motor a álcool, importante colaborador. Bautista deixa inúmeros livros publicados em defesa da economia nacional, sempre enfatizando a necessidade da afirmação  da soberania do país, os quais continuarão ecoando sua voz altaneira na identificação dos   problemas brasileiros, sempre apontando  alternativas e  soluções. Dono de temperamento forte Bautista não poupava os políticos, nem menos Fernando Henrique Cardoso e Lula, os quais acusava de não enfrentar com coragem o cerne do desenvolvimento brasileiro que é a questão energética. Crítico da Era do Petróleo, viveu na carne, como Secretário de Tenologia Industrial, a primeira crise do petróleo, nos anos 70, quando o preço do barril saltou de $US 2,50 o barril para mais de $US 10. Desde então deu início à sua pregação a favor do salto energético para os biocombustíveis, mas sempre ressaltando tratar-se não só de uma opção tecnológica mas um passo em direção à redefinição do modelo econômico fortemente concentrador de renda na pirâmide social e no sul industrializado. Via no álcool a possibilidade de redimir regiões depauparedas do país que poderiam encontrar no cultivo de matérias primas para a produção de energia um verdadeiro alento, eis que detentora de água em abundância, muito sol e áreas cultiváveis. Para ele o Brasil  era o único país do mundo capaz de dar este salto energético enterrando, de vez, a Era do Petróleo,  com uma energia limpa, renovável e fortemente redistributiva. Mas não acreditava que a PETROBRÁS pudesse liderar tal processo, em virtude de seu viés fortemente petroleiro. Sugeria, sempre, uma outra empresa que não concentrasse o processo produtivo, mas o estímulo para que cada Estado, cada Município deste imenso país, cada comunidade, se conscientizasse da necessidade da auto-suficiência energética e se voltasse à produção de biocombustíveis. Bautista não foi feliz em sua peroração. Vários Governos se sucederam sem lhe dar a devida atenção. Lula o escutou e chegou, até a se entusiasmar com a idéia. Foi quando saiu pelo mundo falando em biocombustíveis. Mas o anúncio da descobertas das jazidas do pré-sal, o levaram a mudar o discurso, certo de que ali estava um filão de rendimentos rápidos não só financeiros para o Estado, mas para a causa política que lidera. Mais uma frustração para Bautista. Contudo continuou, incansável, pelo país inteiro distribuindo sua eloqüente convicção na defesa do álcool e dos biocombustíveis. Até na minha modesta cidade de Torres, na fronteira do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, esteve duas vezes, e deixou inúmeros adeptos que hoje lamentam sua morte.

Eu também lamento. Duplamente: como um simpatizante de seu discurso inovador, pouco enquadrado nas fórmulas das opções políticas em curso, no que repete outros grandes brasileiros de quem temos tanta saudade – Inácio Rangel e Darci Ribeiro - e como amigo, embora  distante. Fomos colegas de sala no IPEA, instituição de Planejamento e Pesquisa do Ministério do Planejamento, no início do Governo Figueiredo (1980-85). Ele havia saído do Ministério da Indústria e Comércio e voltara ao IPEA, preocupado com a ascensão de Delfim Neto ao poder, justamente à testa do Planejamento. Delfim, dizia sempre, é um canalha. A meu juízo, continua sendo, a despeito de ser um profundo conhecedor da economia brasileira e dono de respeitável formação acadêmica. Mas caráter nada tem a ver com ciência. Nem com ser bom condutor ao volante de um carro. É matéria de foro íntimo. Pois lá ficávamos, “de molho”, à espera dos acontecimentos que viriam a ser piores do que imaginávamos, naquela sala do décimo primeiro andar do Edificio BNDES em Brasília: Bautista Vidal, Marco Antonio Campos Martins, economista brilhante, PhD por Chigado, Marco Antonio Dias Pontes, jornalista e eu.  Posso dizer que foram os meses mais produtivos da minha vida profissional no IPEA pelo que aprendi com Bautista e Marco Antonio. Eu, menos acadêmico e mais militante, fui o primeiro a ser defenestrado sumariamente. Me expusera demais ao lado de Brizola no ato de fundação do PTB, depois PDT.  Fui demitido em março de 1980. Bautista e Marco Antonio Campos Martins pouco tempo depois. Depois disso, encontramo-nos muitas vezes nos Seminários da Universidade de Brasília durante a gestão de Cristovam Buarque na Reitoria, quando estimulava encontros de debates sobre Política e Economia no Brasil.

Guardarei, portanto, na minha lembrança a imagem de um homem forte, convicto de suas ideias, capaz não só de morrer pela causa da soberania nacional, mas, sobretudo, de viver intensamente por ela, mesmo à custa de ficar, muitas vezes, marginalizado pelas correntes dominantes de opinião.

O Brasil lamenta tua passagem Bautista. Mas Tua voz continuará por muito tempo através de teus inúmeros livros. O país perde um de seus melhores e mais dignos concidadãos. Mas podemos dizer que o Brasil, doravante, não só dispõe de  água, sol e terras cultiváveis para dar o salto tecnológico do século, como o catalisador destes recursos na tua memória.

Maria Auxiliadora Ribeiro Gomes(Viçosa-MG) - A Suíça e a Cultura Brasileira



A Suíça e a Cultura Brasileira




COLUNA DA MÁRCIA MARIN(Angel City-PR) - Lipoaspiração



"Este texto foi escrito em 2004, na ocasião em que foi divulgado o estado de coma do cantor de 27 anos, do grupo LS Jack, após submeter-se à cirurgia de lipoaspiração.
Tem circulado na internet com a autoria de Herbert Vianna e com o título “Vaidade”.
Na verdade, o texto é de Rosana Hermann e foi extraído de seu blog, onde foi publicado em 02 de julho daquele ano:"

Cantor do LS Jack é internado em coma no Rio após lipoaspiração

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei,nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas,mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto-imagem.
Religião é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz,não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas…Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto.
Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.” 

Sayonara(QUARAÍ-RS) - EDUCAÇÃO -A criatividade e o processo de ensino e aprendizagem







A criatividade e o processo de ensino e aprendizagem

Continuação da Edição anterior:


2 CAPÍTULO I - TECENDO CONCEITOS SOBRE A CRIATIVIDADE



Para falarmos sobre a importância da criatividade, cabe-nos, de antemão, questionarmos: o que é criatividade? certamente se perguntarmos aos nossos educadores nos seus ambientes de trabalho o que é criatividade verificaremos uma certa dificuldade em responder a esta indagação, mas se perguntarmos qual de seus educandos é o mais criativo não perceberemos hesitação em identificá-los. Assim os educadores vêm demonstrando a deficiência de conhecimentos acerca deste importante conteúdo.

Você saberia dizer o que é criatividade? Na verdade não há uma única definição para a criatividade, ela pode ser vista sob diferentes perspectivas teóricas. Dentre essas, encontra-se uma corrente que irá estudar essa temática buscando uma aproximação do estudo da criatividade com a inteligência (GUILFORD, 1967; BRAGA, 1995).

Outra perspectiva é encontrada em Torrance (1976) em que a criatividade é caracterizada enquanto um processo: preparação, incubação, iluminação e revisão. Nesse processo o indivíduo percebe lacunas e diante dessas passa a formar e testar hipóteses - criando.

Uma das críticas recebidas por Torrance (1976) e Guilford (1997) apresentada por Braga (1995), refere-se à ausência de alusão aos determinantes psíquicos inconscientes na busca da compreensão dos processos criativos. É na psicanálise que se tornará possível a inclusão desses determinantes para a ampliação das definições da criatividade. Freud em diferentes trabalhos (1908,1910,1927) irá contribuir para a compreensão da criatividade apresentando concepções em que o ato criativo  estar associado à sublimação e, ainda, ao próprio desenvolvimento infantil.

Para esse autor as produções artísticas e os atos criativos na vida adulta seriam substituídos do brincar infantil, e a criatividade estaria relacionada com a busca da realização de desejos e também possibilitaria uma proteção (defesa) contra o sofrimento.

Em Rogers (1982) a criatividade não será abordada enquanto um mecanismo defensivo como apresentado pela perspectiva psicanalista, será considerada enquanto presente nas tendências do homem para se realizar, para se desenvolver e amadurecer.
Na perspectiva de Moreno (1984, 1992, 1997) a criatividade passa a ser vista em sua relação com a espontaneidade. O processo de criação para Moreno seria iniciado com o aquecimento preparatório de um estado espontâneo que levaria a padrões de comportamento mais ou menos organizados. O ato criativo acarreta uma transformação integradora, no sentido do crescimento e da maturação, naquele que o realiza e também no meio que o rodeia. A criatividade é vista enquanto capacidade de responder adequadamente a um estímulo novo e/ou a faculdade de responder de maneira nova e adequada a um velho estímulo.

Na literatura mais recente destaca-se a perspectiva de Alencar (1995, 1997, 2000) e a ênfase dada pela autora na necessidade da valorização das habilidades para produção de novas idéias e atitudes criativas. Destaca-se também o estudo de Predebon (2001) e a ênfase dada por ele no papel do afeto no desenvolvimento da criatividade.

Para Mihaly Csikszentmihalyi (1991), “criamos intensamente mesmo pensando que não o fazemos, nada pode ser feito para provocar o fluxo criativo, e que esse momento surgirá quando a mente quiser”. Assim, podemos então definir criatividade como algo intrínseco, que depende de outros fatores como estímulos e enriquecimento cultural que ocorre na escola, na família e em outros ambientes que exerçam influencias sobre os indivíduos, para que ocorra o despertamento da criatividade.

Sendo assim, a criatividade deve ser amplamente tratada na sociedade como um Macrosistema que influencia diretamente as condições de trabalho, na família, como incentivadora ou inibidora do potencial criativo, por meio do reflexo da conduta dos pais e sistema de atividades e comunicação desenvolvidas com maior grau de tolerância e liberdade, e, na escola, no seu papel fundamental de desenvolvimento pleno do ser humano, segundo a Lei de Diretrizes e Bases (1997), artigo 2° a educação, dever da família do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade do educando para o exercício da cidadania.

Atualmente, a educação está caracterizada pela uniformidade dos seus métodos e técnicas de ensino, voltados para a reprodução de idéias e de conhecimentos e também pelo simples fato de estar voltada para o passado, para o domínio de fatos já conhecidos, ignorando que a maioria dos nossos alunos irão passar grande parte de suas vidas em uma realidade futura, onde necessitará, para enfrentar eficazmente os seus desafios e problemas, de uma capacidade de pensar mais desenvolvida.

Como posso solicitar que os nossos alunos se desenvolvam se não possibilito essa descoberta? O conhecimento pronto e acabado, não auxilia o desenvolvimento de nossas crianças. Segundo Freire (2001), uma grande vantagem que nós, seres humanos, temos, é que podemos ir mais além dos condicionamentos estabelecidos por essa prática.   

Não basta ensinar o que já é conhecido, é também necessário preparar o aluno para questionar, refletir, mudar e criar. Os grupos ou instituição que melhor souberem aproveitar o que existe de melhor em seus recursos humanos levarão uma grande vantagem, pois a solução de problemas enfrentados exige muito esforço, talento e criatividade.
É perceptível a necessidade de prepararmos nossas crianças para lidar com situações problemas no seu dia-a-dia, contudo, nos dias atuais ainda existem profissionais, ou porque não dizer seres humanos incapazes de antecipar tais problemas, eis uma das principais razões para justificar a necessidade de se criarem melhores condições para o desenvolvimento e manifestação do pensamento criativo em sala de aula. Visto isso, é verificável a necessidade de uma maior atenção ao desenvolvimento da criatividade na escola, e de prepararmos os nossos educandos para o mundo de amanhã.

A importância de se criar um espaço que possibilita que a criança aumente a sua produtividade criadora e fortaleça as suas habilidades criativas é papel fundamental do educador, mais o conjunto de influências e interações estabelecidas nos ambientes familiares, escolares e em organizações possui por outro lado valor significante para o desenvolvimento da criatividade, pois os mesmos funcionam, também, como construtores da moral da criança.   

Para Alencar (1990) o momento criativo na sala de aula está caracterizado em cinco estágios. O primeiro é a preparação, e este se dá pelo reconhecimento de que um determinado problema é digno de ser estudado, no intuito de despertar uma solução criativa. É importante evitarmos criticar ou censurar, pois crítica, julgamento e acusações são apenas demonstrações de falta de consciência acerca do despertamento individual humano e a utilização dos mesmos pode desencadear uma diversidade de frustrações.

O educador deve estar atento a sua maneira pessoal de encarar as coisas, a fim de que possa ajudar no processo criativo, facilitando e interagindo com o educando, mostrando-lhe caminhos para ações que utilizem a imaginação com consciência, esta que está diretamente relacionada com o pensar com inteligência, pois quando o educando é solicitado a criar, geralmente antes, o homem cria o pensamento, que cria o tempo que a inteligência terá que olvidar para realmente criar. Um outro estágio é a incubação, uma fase delicada, tudo que esta armazenado no nível inconsciente torna-se importante, pois neste estágio vai-se a esse subterrâneo buscar elementos que auxiliem e contribuam para o ato criador.

Já no estágio do devaneio, é uma fase de pouca duração, está caracterizada no momento em que se tenta fugir do assunto, ou deixá-lo de lado propositadamente para que ele retorne com mais vigor. O estágio da inspiração ou iluminação é o momento em que as idéias novas já definiram o contorno do produto criador. Nesse momento o professor precisa estar atento para que a mente não se volte para o devaneio.

E por último o estágio da ação, é o momento em que a idéia precisa ser traduzida em realidade, o que nem sempre acontece, pois a mente criativa liberta o fluxo da idéia para que as mãos e o corpo a executem. O próprio Thomaz Edison, quando afirma que “inventar é 1% de inspiração e 99% de transpiração”, estava comparando com a passagem da mente das fases da iluminação para a da ação.

Com a abordagem destes estágios se faz a necessidade de percebermos que é possível e de grande importância observar a sua manifestação e disponibilização, pois para se construir algo seguramente, necessita-se de saber para fazê-lo, e para isso devemos criar métodos de ensino que despertem e conheçam a vontade como fonte imorredoura do ato de criar.


Leia na próxima Edição

3 CAPÍTULO II - INTELIGÊNCIA E CRIATIVIDADE: ALGUMAS INTERSEÇÕES