sexta-feira, 30 de agosto de 2013

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Visconde do Rio Branco-MG
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Instituto Nacional de Meteorologia

COLUNA DO PAULO TIMM(Torres-RS) - Drops agosto 30 - CELEBRANDO A CERIMÔNIA DA CONFUSÃO



& Drops agosto 30 - CELEBRANDO A CERIMÔNIA DA CONFUSÃO

http://www.paulotimm.com.br/site/downloads/down.php?id=354

www.paulotimm.com.br


QUE CONFUSÃO!


Paulo Timm – Prof. Univ. Brasilia -Especial para A FOLHA, Torres – agosto 29

Ufffaaa!!!! Terminando o agosto, sempre cheio de desgostos... Não ultrapassaram a ele nem o Grande Vargas, suicidado em 24 de agosto de 1954, nem o enigmático Jânio Quadros, renunciado no 25 de agosto de 1961, nem meu avô, Afonso Pereira, descendente do glorioso Cristovam
Pereira - o primeiro tropeiro da vastidão litorânea sulina- que também se foi num dos dias gelados de agosto. Morro de medo do mês de agosto e, normalmente, vou passá-lo em Portugal, onde ele é tratado com muito carinho, sob o sol de verão. Este ano, porém, fiquei assustando com a “mini-crise” do dólar, que já valorizou 20% neste ano, e cuja corrida é uma preocupação para Dilma e autoridades econômicas. 


Com dólar mais alto sobem os preços dos importados, sobe a gasolina, tendem a subir os juros, que voltaram aos 9%, sobem as tensões. É verdade que o mini-Ministro Mântega, que sempre minimiza tudo – acrise, os preços, os riscos – é uma exceção: nunca se mostra preocupado. É a tranquilidade em pessoa. E continua, sempre, subordinado à Dona Ventania, que solitária no Palácio do Planalto,
vigia e controla tudo. Ela é um fenômeno de energia e determinação, também de autoritarismo. Não deixa passar nada e até conseguetransmitir um viés republicano em sua gestão, distinto do Lula. A classe média tradicional agradece e retribui nas Pesquisas de Opinião... 


Não obstante, também ela sofreu os rigores do inverno. Tudo aconteceu em agosto, até o ponto de parecer que vivemos um momento insólito, difícil até de explicar.  Há chispas pra todo lado, dentro das instituições, do Governo, dos Partidos, até das Pessoas, pois muita gente não sabe como se posicionar, tanto na questão controvertida dos médicos cubanos, como na da fuga rocambolesca do
Senador Bolivian. Governo, Congresso, Judiciário, Rio, São Paulo, PT, PSDB, PMDB, todos acuados e dissentidos com todos. Eis como Leonardo Mota , experiente jornalista, editor da CARTA POLIS – www.cartapolis.com.br – e um Cientista Político, Marco Aurelio Nogueira, sintetizam Brasil:
                                                     

I - Tempos bicudos

Leonardo Mota Neto


A linguagem política anda muito rasteira, os ânimos, exaltados, as tomadas de posição tensas, o nível de animosidade crescida, o cavalheirismo medrado, a gentileza sumida.

O relacionamento estancou, a ambição cresceu, o individualismo se insurgiu, a intrigalhada prevaleceu, a baixaria dominou, a elegância desapareceu.


A união cessou, a coesão se escafedeu, a reforma acabou. A acomodação se instalou, a mesmice se instituiu, a vulgaridade se alastrou.


O proveito próprio se materializou, o lobismo se agitou, o
utilitarismo venceu. O dá-cá-o-meu se perpetuou. O primeiro-o-meu vingou, o é-dando-que-se-recebe se eternizou.


A mentira regurgitou, a solércia petrificou, o cinismo se estabeleceu.


A indolência contamina, a preguiça se espalha, a rua se esquece.

II – Espanto e Confusão
                                                     

Marco Aurélio Nogueira


Semana que se encerra em clima de espanto e confusão. Médicos na boca do povo, o que é bom sinal, mas a polêmica continua correndo solta.


Cubanos começam a circular pelo país, numa evidência cabal de que poderão contribuir, junto com outros estrangeiros e tantos e tantos profissionais brasileiros. O senador boliviano, com seu suspeito semblante de sofredor, a embalar as punições aos diplomatas que promoveram sua fuga, ao que tudo indica com o apoio do governo
boliviano. O deputado-prisioneiro Donaton e a estupidez dos colegas da Câmara que o protegeram com o voto ou a omissão, empurrando a imagem do Legislativo um pouco mais para o fundo do poço. O juiz Tóffoli e seus empréstimos privilegiados, cujo pagamento come 90% dos
vencimentos mas tem sido honrado. Dólar que continuou a subir.


Trânsito em São Paulo sempre pior, desafiando corredores exclusivos, rodízios, multas e planos metroviários. Haja...

De bom mesmo, na semana, foi a maiúscula vitória do Corinthians contra o bravo Luverdense...

Assim, pois, estamos chegando, exaustos, à Primavera. Esperando que os ânimos, os preços , o câmbio,  o termômetro, todos, se acalmem.

SAYONARA(QUARAÍ-RS) - EDUCAÇÃO - As possibilidades de uma Pedagogia da Educação Infantil



As possibilidades de uma Pedagogia da Educação Infantil

Cabe ao educador pesquisar e conhecer o desenvolvimento infantil a fim de poder organizar atividades onde a criança possa experimentar situações as mais diversas, que possam lhe proporcionar, como veremos no quadro que se segue:

Continuação >



OBJETIVOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL


Ø Ø Sentir-se segura e acolhida no ambiente escolar, utilizando este novo espaço para ampliar suas relações sociais e afetivas, estabelecendo vínculos com as crianças e adultos ali presentes, a fim de construir uma imagem positiva sobre si mesma e sobre os outros, respeitando a diversidade e valorizando sua riqueza.


Ø Ø Tornar-se, cada vez mais, capaz de desenvolver as atividades nas quais se engaja de maneira autônoma, e em cooperação com outras pessoas, crianças e adultos. Desta forma, desenvolver a capacidade de começar a coordenar pontos de vista e necessidades diferentes dos seus, socializando-se.


Ø Ø Interagir com o seu meio ambiente (social, cultural, natural, histórico e geográfico) de maneira independente, alerta e curiosa. Isto é, estabelecendo relações e questionamentos sobre o meio ambiente, os conhecimentos prévios de que dispõe, suas idéias originais e as novas informações que recebe.


Ø Ø Apropriar-se dos mais diferentes tipos de linguagem construídos pela humanidade (oral, escrita, matemática, corporal, plástica e musical), de acordo com as suas capacidade e necessidades, utilizando-as para expressar o seu pensamento e as suas emoções, a fim de compreender e comunicar-se com as outras crianças e os adultos.


Assim sendo, o educador precisa ter em mente estes objetivos, a fim de avaliar as atividades que ele planeja e as suas próprias atitudes, observado se elas proporcionam às crianças meios de alcançar estes objetivos. Deve também, atuar de maneira extremamente próxima às crianças, sendo um mediador para que elas alcancem os objetivos propostos. E, também, deve avaliar o desenvolvimento do grupo onde atua e de cada criança, em particular, sem, porém, jamais compará-las umas às outras, compreendendo que cada uma delas carrega histórias de vida e ritmos de desenvolvimento próprios.


Currículo vivo: a organização do trabalho pedagógico na Educação Infantil.


Toda instituição de educação possui um currículo, e desenvolve a organização do trabalho pedagógico baseando-se nele. Por vezes, este currículo pode estar registrado num documento formal, mas, na realidade, a maior expressão do currículo encontra-se na prática pedagógica diária, realizada em cada sala de aula (ou fora dela, em outros espaços pedagógicos oferecidos pela escola).


Acreditamos que o currículo da Educação Infantil manifesta-se concretamente através das atividades planejadas pelos educadores e oferecidas às crianças. Por esta razão, consideramos essencial analisar as modalidades de planejamento presentes na Educação Infantil. No planejamento, o educador expressa os objetivos de sua prática educativa, os métodos utilizados e a modalidade de avaliação adotada. Segundo Ostetto (2000, p. 175-200), os modelos mais comuns de planejamento adotados nas instituições de Educação Infantil brasileiras são:
Þ Þ Listagem de Atividades: consiste em listar as atividades a serem cumpridas durante os vários momentos da rotina, o que geralmente proporciona longos momentos de espera, pela criança, entre uma atividade e outra, sendo que estas são planejadas pelo adulto que a atende, sem que exista muita expectativa deste em atender às necessidades da criança. Por isto a concepção de avaliação restringe-se às expectativas do adulto referentes ao “bom comportamento” das crianças. Afinal, este não espera que as atividades oferecidas proporcionem algum tipo de desenvolvimento às crianças; espera apenas que a criança cumpra as tarefas propostas, preenchendo o tempo durante o qual ela permanece na instituição, sem causar distúrbios, como brigas, bagunça, sujeira, barulho etc.


Þ Þ Datas Comemorativas: geralmente composto por festejos dedicados a marcar as várias datas do calendário comemorativo (Carnaval, Páscoa, Dia das Mães etc.). Pode, muitas vezes, reforçar preconceitos e estereótipos, pois baseia-se na concepção de história sob a ótica do vencedor. (Ninguém “comemora” os derrotados.) Também contribui para a estereotipia o fato de que as datas praticamente se atropelam, restando pouco tempo para que a sua origem seja realmente aprofundada e compreendida. Tomemos, como exemplo, o mês de abril: Páscoa, Tiradentes, Descobrimento, aniversário de Brasília... Será possível realmente compreender o significado de cada uma delas? O conhecimento torna-se, muitas vezes, fragmentado e repetitivo (afinal, todos os anos são “comemoradas” as mesmas datas). O objetivo das comemorações seria fornecer informações às crianças. Por exemplo, em relação ao “Dia do Índio”: espera-se que a criança compreenda que eles foram os primeiros habitantes do Brasil, que vivem em aldeias, que moram em ocas etc. Como as crianças são ainda pequenas, as informações são “simplificadas” para que elas possam memorizá-las no curto espaço de tempo destinado a cada comemoração. Assim, acabam transmitindo concepções, muitas vezes, equivocadas.


Voltando ao exemplo do Dia do Índio: não se informa às crianças que existem várias aldeias indígenas no Brasil, que cada uma tem costumes e culturas muito ricos e diversos, nem sobre o massacre a que os colonizadores portugueses submeteram esta população. Quanto à avaliação, vemos uma maior preocupação com a verificação da transmissão de conteúdos, que devem ser reproduzidos pelas crianças nas mais diversas atividades (construir com sucata a oca do índio, de acordo com o modelo trazido pela professora; desenhar o índio com tanga, cocar e segurando o arco-e-flecha; copiar a palavra índio, dentre outras).

Þ Þ Planejamento baseado em aspectos do desenvolvimento: influenciado pela Psicologia do Desenvolvimento, este tipo de planejamento procura contemplar todas as áreas do desenvolvimento infantil (psicomotor, afetivo, cognitivo, social etc.). As atividades são selecionadas de acordo com o valor que possam ter para o desenvolvimento da criança. Se, por um lado, procura observar a criança como um todo, por outro, peca por vê-la como um ser ideal, situado numa faixa de presumível “normalidade”, e não considera o contexto sócio-histórico onde ela se encontra inserida. Assim sendo, pode haver conflitos nos critérios de avaliação: A criança será avaliada de acordo com as expectativas ideais, descritas nos compêndios de Psicologia, ou será avaliada levando-se em conta, também, os aspectos sócio-históricos que marcam sua vida? Não negamos as contribuições da Psicologia à Educação Infantil. é essencial que o profissional de Educação Infantil compreenda o desenvolvimento social, afetivo, psicomotor e cognitivo da criança. Entretanto, ele deve considerar que este desenvolvimento dá-se em ritmos diversos, de acordo com a história de vida da criança, e com as possibilidades oferecidas pelo seu meio ambiente, sem que variações nesse ritmo sejam vistas como “atrasos” ou “deficiências”. A avaliação não deve apenas identificar tais problemas, mas apontar soluções, caminhos e possibilidades de atuação pedagógica, para que a criança possa vir a superá-los, com o auxílio dos educadores.


Þ Þ Temas Geradores/Centros de Interesse: são elencados temas semanais, supostamente interligados um ao outro, para serem trabalhados em todas as turmas de uma instituição. Partem do pressuposto de que os “temas” despertariam os interesses de todas as turmas envolvidas, do “maternal” ao “pré”. O objetivo deste modelo pedagógico seria ampliar os conhecimentos das crianças, alargando o seu universo cultural. Entretanto, o profissional de Educação Infantil pode encarar o trabalho com temas de diversas maneiras: Num modelo tradicional, o adulto/professor, escolhe o tema a ser trabalhado pela classe, e espera que, nas avaliações (realizadas pela observação em todas as atividades desenvolvidas) a criança reproduza aquilo que aprendeu. Por exemplo, se o tema gerador foi “Animais”, é esperado que a criança saiba dar informações sobre os hábitos de diversos animais, classificando-os de acordo com os critérios repassados pelo adulto, tais como “animais que vivem na terra”, “animais que vivem na água”, “animais que voam” e assim por diante, sem levar em conta que as crianças podem vir a criar critérios muito diferentes para classificá-los. Já numa visão identificada com a pedagogia escolanovista, as crianças têm um papel mais ativo, e maior possibilidade de expor suas próprias idéias. Os temas nem sempre são impostos ao grupo de crianças pelo professor, ou pela coordenação pedagógica, mas partem da sua curiosidade natural, observada pelo educador. Entretanto, por ater-se apenas aos “interesses” dos alunos, neste caso o educador pode pouco contribuir para que as crianças ampliem o seu mundo e seus conhecimentos.


Þ Þ Conteúdos/Áreas de Conhecimento: podemos citar como exemplo deste tipo de planejamento o “Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil” (RCNEI) e o “Currículo para a Educação Básica no DF – Educação Infantil/4 a 6 anos”, pois ambos dividem as atividades a serem desenvolvidas “Formação Pessoal e Social”, “Conhecimento de Mundo”, “Linguagem Oral e Escrita”, “Conhecimento Lógico-Matemático” e “Natureza e Sociedade”. Destacamos que este tipo de trabalho surgiu como uma oposição à pré-escola assistencialista, baseada na concepção de educação compensatória (KRAMER, 1995). Vale, ainda, registrar que, na exacerbação deste modelo de planejamento, a Educação Infantil pode vir a copiar a divisão por disciplinas do Ensino Fundamental, tornando-se uma espécie de “cursinho preparatório” para o ingresso na 1ª série, copiando, também, o modelo de avaliação do Ensino Fundamental: avaliação por disciplinas, a qual, ainda que seja realizada durante o processo, observando o desenvolvimento da criança nas diversas atividades, propostas pela rotina da instituição educativa, não considera a inter-relação que existe entre os diversos eixos do conhecimento e do desenvolvimento infantil.


Þ Þ Projetos de Trabalho: o projeto de trabalho parte dos interesses e necessidades apresentados pelos próprios alunos; por isso, nem sempre todas as turmas de uma escola desenvolverão o mesmo projeto. Desse modo, respeitam-se as características de cada grupo, bem como as particularidades de cada indivíduo, levando-se em conta o contexto sócio-histórico onde estes estão inseridos. Quando é adotado o planejamento através de projetos, a avaliação apresenta-se mais integrada ao planejamento. Isto porque os temas, datas etc., não são elencados previamente pelo adulto, seja ele o professor ou o coordenador pedagógico, sem que eles conheçam a realidade concreta das crianças. Nem atendem apenas aos interesses naturais que os adultos constatam pela observação das ações espontâneas das crianças. O projeto parte de uma proposta que os educadores definem após um contato inicial com as crianças e o seu meio ambiente (social, cultural, histórico, geográfico), procurando atender às necessidades constatadas. Entretanto, ele é um planejamento mais flexível. Sua duração de tempo não é predeterminada com rigidez; não é um tema que deve “durar uma semana”, ou uma data a ser festejada apenas na sua época. E seu andamento, as atividades propostas às crianças, dependem da observação e reavaliação constantes do trabalho pedagógico, feitas pelo educador. As crianças têm oportunidade de sugerirem rumos diferente para o seu planejamento, nas “rodas de conversa” em que o educador e seus colegas de sala escutam seus relatos e idéias. O educador conduz o processo pedagógico, mas sempre avaliando, ouvindo e observando as crianças junto às quais atua, visando o seu desenvolvimento integral.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O Seu Jornal - Quinta-feira, 29/08/2013 -

(Dr. Antônio Carlos Ignachitti Gomes(1956-2005)  - 



Sem fins comerciais, para ser livre.

MANCHETES:


Visconde do Rio Branco - Minas Gerais - Brasil - Quinta-feira, 29/08/2013





Saúde será o ministério com
mais dinheiro em 2014

Visconde do Rio Branco - Minas Gerais - Brasil - Quinta-feira, 29/08/2013

Imagens:








Praça dos Três Poderes Brasilia DF 1 Praça dos Três Poderes   Brasília



Cadela paralítica. ASSORIPA PEDE AJUDA PARA UMA CADEIRINHA.





Os municípios são miniaturas de tudo o que precisa mudar no país




Tudo começa com o processo eleitoral que leva ao poder os eleitos pelos financiadores de campanha. Depois vem o exercício do poder, que tem muito de ocupação e pouco de exercício. O preenchimento dos cargos segue mais critérios de ordem pessoal do que o ideal genérico de competência indicada pelos concursos públicos isentos de apadrinhamento.

O critério pessoal privilegia o nepotismo, com a presença de parentes nos cargos “de confiança”, verdadeiramente as funções estratégicas que fazem a exigida transparência ser mostrada sob uma forma de aparência. Quando os cargos de confiança são poucos para atender à demanda de parentes e amigos, criam-se outros, a exemplo da própria presidência da república, com seus 39 ministérios, uns atropelando os outros.

Essa verticalidade dos poderes executivos faz os pequenos imitarem os grandes em todas as formas de camuflarem de ações oficialmente governamentais, mas sutilmente oportunistas, onde, não raro, resultam em mistura da coisa pública com a privada.  Empresas particulares de sócios informais dos titulares do poder oficial executam obras às vezes criadas desnecessariamente para gerar necessariamente rendas que a uns e outros beneficiarão, na partilha “por fora” dos lucros que os contribuintes têm que pagar.  Todas passam por “licitações” de concorrentes fictícios ou inexistentes.  E as contas são apreciadas pelos poderes legislativos, onde a certeza da maioria “a favor” garante passagem tranquila, algumas vezes em choque com decisões e pareceres dos tribunais de contas que são órgãos técnicos, compostos, em tese, por membros de conhecimento específico em contabilidade e em finanças públicas, cujas decisões são revogadas por maioria política do poder plural, dominado por poucos.

Fatores semelhantes nas esferas dos municípios, dos estados e da União explicam porque sempre as empreiteiras, as empresas de ônibus, as financeiras e semelhantes são tão benevolentes e interessadas em financiar campanhas eleitorais.   E explicam também porque a classe política nunca se interessa em fazer as reformas que adotem o financiamento público exclusivo de campanha.
 
  Imagem: MCCouto

O financiamento público abriria oportunidade para maior número de cidadãos se candidatarem, sem ter ligações com grupos econômicos. E – quem sabe? –   chegariam ao poder e realizariam administrações limpas, enxutas, com maior alcance para atenderem os problemas sociais, sobretudo educação, saúde, cultura, moradia e tantos outros que permitam a uma sociedade evoluir em conhecimento e em nível de vida no pleno exercício da cidadania, sem ter que ficar individualmente devendo favores a quem lhe desse uma bolsa de estudo, uma cesta básica, ou a inscrição privilegiada para a casa própria.

Por falar em casa própria, a dignidade humana, no plano habitacional, para a nossa cultura e a nossa formação familiar, depende de moradia com, no mínimo 60 metros quadrados, onde se possa ter três quartos: um para o casal, e dois para filhos de sexos diferentes.  Os espaços de cada cômodo têm que comportar móveis de maneira que haja livre passagem dos moradores entre eles. E cujas portas dêem passagem para a troca de lugares, conforme a conveniência da rotina da família.  Os conjuntos habitacionais devem ser formados conforme o gosto individual dos pretendentes, tanto no aspecto interno, como no externo.   Esses conjuntos padronizados, de forma preestabelecida, ferem a individualidade e a imagem dos cidadãos e cidadãs.  As pessoas são todas iguais, como filosofia de vida, mas são todas diferentes no gosto, nos desejos, no jeito de ter e ser. 

Esses conjuntos onde tudo é igualzinho ao outro transformam-se em guetos, núcleos de exclusão social.  Para eles são destinadas as pessoas que o preconceito social considera de 2ª classe.  Lá nenhum prefeito, secretário ou vereador quer morar.  Mas cada um destes que ter a garantia de ser um reduto eleitoral.
 
- Chiiiiiiiiii.... vou chamar meu cachorro para achar a minha

Para esses que planejam e fazem esses conjuntos sob estardalhaço demagógico, os “contemplados” com os planos semelhante ao “minha casa, minha vida” devem se sucumbir na eterna gratidão.   Querem os “benfeitores” que os “beneficiados” sejam como galinhas do seu terreiro: basta jogar o milho, que vêm comer na sua mão.  Acham perigosa essa gente emancipada, dona da sua própria cabeça, livre para decisões.

No impasse em que se encontra o Brasil, com as manifestações de rua, vemos muita insatisfação por esse complexo sócio-político-administrativo.  Todos sabem que isto aí não está  bom.  Pelo contrário, está muito ruim. E que dessa classe política nada se pode esperar.
     Imagem: DN PT 

A sociedade insatisfeita tem que agir por si mesma para buscar a saída para uma vida melhor.  Do que aí está, nada se aproveita.   
Mas... o químico Antoine Lavoisier advertiu: “Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
Antoine lavoisier color.jpg
Imagem: WikipediA

                A sociedade tem que construir um projeto de município, um projeto de estado, um projeto de Nação.  O que está aí pode servir como resíduos semelhantes às folhas secas que caem ao pé da árvore para alimentar suas raízes; como o capim de que o gado se alimentou e depois se transforma no estrume para fortalecer as plantas.

 Imagem: Monte do Laranjal 

O que está aí serve para a sociedade ver o exemplo de tudo que não deve mais acontecer, do que não serve mais como algo palatável, na mesa, nos ambientes de limpeza.  Têm realmente sua utilidade nas condições das coisas que, embora fertilizem, são inconvenientes de pisar ou de escorregar.

O projeto tem que nascer da sociedade que esteja fora do poder. E que construa esse poder sem ambição de ocupá-lo.  E que dê a esse poder o status de honra, como instrumento de promover justiça, o bem estar social, a paz, a harmonia, a tranqüilidade e a dignidade de todo o seu povo, principalmente dos trabalhadores, os construtores da riqueza, e que dela desfrutem todos, segundo suas necessidades; e cada um, segundo seu merecimento.


(Franklin Netto – viscondedoriobrancominasgerais@gmail.com)