quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

COLUNA DO POAULO TIMM(De Portugal) - 12 de dezembro : dia abençoado




Paulo Timm
21:35



12 de dezembro, dia abençoado:
100 anos de Noel, 95 de Sinatra
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Por Paulo Timm

Em meio a todos os infortúnios do século passado, que assombram os dias atuais, muitas são as reações de desespero e refúgio nas saídas individuais. Eu não escapo muito desse modelo, pois tenho me refugiado tanto na geografia, como entre os intelectuais, na poesia. Talvez não seja uma solução. Mas haverá solução?

Já falei que quando jovem escutava do Pilla Vares, que nos deixou há pouco, nas tertúlias filosóficas dos anos 60, que a humanidade não se coloca questões que não pode resolver. Duvido disto. Por trás desta idéia repousa um antropocentrismo mascarado de humanismo, capaz de tudo, inclusive do holocausto definitivo. O próprio Pilla citava, à época, Arthur Koestler, no qual fui encontrar, mais recentemente, amparo para esta dúvida. Para ele, hoje pouco lido e acreditado, como todos os grandes pensadores do século passado, como Bertrand Russel, Sartre e tantos outros, a humanidade está em contagem regressiva. Vacilo, pois, entre o pessimismo e o cinismo, com recaídas honrosas no romantismo. E mergulho sempre na poesia, lá onde Freud encontrou, antes dele, um pioneiro em versos das dores da alma.

Hoje, volto a lembrar, neste dia 12 de dezembro, de dois grandes músicos de nosso tempo: Um, mais poeta, Noel Rosa, o Grande Poeta da Vila Isabel, que estaria completando 100 anos, tendo agonizado aos 27, em 4 de maio de 1937; outro, intérprete das letras que mastigava até fazê-las líquidas aos ouvintes, Frank Sinatra, que faria 95. Bendito o dia 12 de dezembro que deu à lua estes dois talentos.

Noel
Noel Rosa
Noel foi-se muito jovem, mas deixou mais de cem músicas, vindo a se constituir numa das maiores inspirações para a cultura brasileira. Poetas, cineastas, músicos, escritores, sambistas e teatrólogos se voltaram para a figura ímpar de Noel para realizar suas obras. Sua mais recente biografia, redigida depois de passados os 70 anos de sua morte e quando seu cancioneiro já passara ao domínio público – Noel Rosa – Uma biografia –, foi escrita por João Máximo e Carlos Didier, e lançada pela Editora UnB em 1990, vendendo cerca 15 mil exemplares e se convertendo em raridade nos sebos do país. Isto porque duas sobrinhas do poeta embargaram a obra, proibida de ser reeditada, por considerá-la injuriosa à família por violação à privacidade. Na verdade o mesmo tipo de abjeto recurso que também embargou as biografias de Roberto Carlos, por Paulo Cesar de Araujo e de Guimarães Rosa, por Alaor Barbosa.

Mas a lista de obras inspirada em Noel é grande demais e me socorro da Wikipédia:

Filmes
 
O primeiro longa-metragem sobre o compositor, "Noel - Poeta da Vila", foi baseado na biografia de Máximo e Didier e dirigido por Ricardo van Steen. Teve sua estreia no Festival de Cinema do Rio de Janeiro em 2006 e na 30ª Mostra de Cinema de São Paulo. Entrou em circuito em agosto de 2007, ano que marcou os 70 anos da morte do poeta do samba.

Antes deste filme , outros filmes, de curta e média-metragem, foram realizados sobre Noel Rosa. O próprio Ricardo Van Steen, realizador de Noel, Poeta da Vila, dirigiu um curta-metragem, Com Que Roupa? (1997), com Cacá Carvalho no papel de Noel Rosa.

Rogério Sganzerla (1946-2004), um dos principais nomes do chamado Cinema Marginal, era fascinado pela vida e obra de Noel Rosa, e planejava fazer o seu próprio longa-metragem. O projeto acabou não vingando, mas durante esta espera, realizou dois documentários, um de curta-metragem, Noel Por Noel (1978), e um de média-metragem, Isto É Noel Rosa (1991).

Em O mandarim (1995) - uma representação experimental da vida do cantor Mário Reis - Júlio Bressane (outro representante do Cinema Marginal) chama Chico Buarque para interpretar Noel Rosa. (...) E Rafael Raposo no filme "Noel - Poeta da Vila" (2006).

Em 1994, Alexandre Dias da Silva descobre um filme raríssimo - o curta-metragem Vamo Falá do Norte (1929), de Paulo Benedetti, com a única imagem filmada de Noel Rosa, junto com o Bando de Tangarás - e, com texto de José Roberto Torero e cenas de cinejornais e filmes de 1929, realiza o curta-metragem O Cantor de Samba.

No mesmo ano, Noel Rosa se torna personagem do curta-metragem de ficção Bar Babel, realizado no Paraná por Antônio Augusto Freitas.

Em 1998, Antonio Paiva Filho escreve e dirige, em vídeo, uma ficção inspirada em “Coração”, célebre samba de Noel Rosa, presente mesmo no título: A Paixão Faz Dor no Crânio Mas Não Ataca o Coração.

E em 1999, André Sampaio realiza uma ficção experimental, Polêmica, a partir da famosa polêmica musical entre Noel Rosa e Wilson Batista.

Trilhas musicais para o cinema

Caricatura de Noel Rosa
Antes de ser tema de filmes, a música de Noel Rosa esteve presente em um sem-número de filmes brasileiros.

Mesmo enquanto o Poeta da Vila ainda era vivo: na comédia musical Alô, Alô, Carnaval, de Adhemar Gonzaga (produção Cinédia - 1936), duas marchas de carnaval de Noel Rosa estavam em sua trilha sonora: "Pierrot Apaixonado" (parceria com Heitor dos Prazeres) e "Não Resta a Menor Dúvida" (parceria com Hervé Cordovil).

No mesmo ano, compôs seis músicas, em parceria com Vadico, para o filme Cidade-Mulher, de Humberto Mauro (produção Brasil-Vita): a música-título do filme (interpretada por Orlando Silva), "Dama do Cabaré", "Tarzan, O Filho do Alfaiate", "Morena Sereia", "Numa Noite À Beira-Mar" e "Na Bahia".

Outros filmes de destaque com músicas de Noel Rosa em sua trilha sonora foram os realizados por Carlos Alberto Prates Correia, outro grande admirador de sua música: em Perdida (1975), a gravação original de "Quem Dá Mais?" (1932), na voz do próprio Noel Rosa, serve de fundo para uma cena… digamos… didática, passada num bordel.

Em Cabaret Mineiro (1980) - grande premiado no Festival de Gramado de 1981 - "Pra Esquecer" - com Tavinho Moura e regional - e "Nunca… Jamais!" - com Tavinho Moura, Silvia Beraldo e regional - tem a mesma função de reforço da ironia em duas sequências do filme.

Teatro

Sua vida foi objeto de um excelente drama de Plínio Marcos - O Poeta da vila e seus amores - encenado no Teatro Popular do Sesi. Foram mais de dois anos ininterruptos em cartaz.

Homenagens

Em 2010, cem anos depois do seu nascimento, o GRES Unidos de Vila Isabel, escola de samba sediada na Zona Norte do Rio de Janeiro, no bairro de Vila Isabel, levou Noel Rosa como seu enredo do carnaval de 2010. Fez-se um desfile em sua homenagem, com o samba intitulado Noel: A Presença do "Poeta da Vila, de autoria do compositor Martinho da Vila.

O desfile realizado pela Unidos de Vila Isabel se deu na segunda-feira de carnaval, dia 15 de Fevereiro de 2010. A escola foi a quinta escola a desfilar e o resultado oficial rendeu à escola a quarta colocação na ordem oficial de apuração dos pontos pela LIESA.

Bibliografia

Dentre os livros a respeito do artista, duas obras são de grande importância para se estudar Noel Rosa: No Tempo de Noel Rosa, escrita pelo amigo Almirante, e a essencial Noel Rosa: Uma Biografia, de João Máximo e Carlos Didier.

Outros livros

Noel Rosa: Língua e Estilo (Castellar de Carvalho e Antonio Martins de Araujo)
Songbook Noel Rosa 1, 2 e 3 (Almir Chediak)
Noel Rosa: Para Ler e Ouvir (Eduardo Alcantara de Vasconcellos
O Jovem Noel Rosa (Guca Domenico)
O Estudante do Coração (Luis Carlos de Morais Junior)

Ligações externas

O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Noel Rosa.

Personalidades MPB: Noel Rosa

Noel - Poeta da Vila (página oficial do filme)

Discografia no Clique Music

Noel Rosa no MPB Net - letras, canções para ouvir e recomendações de bibliografia

Almanaque Folha, texto de Carlos Heitor Cony

Música Brasileira, manchetes da morte de Noel Rosa

Revista Nossa História, texto de João Máximo

Modéstia à parte, meus senhores… Noel Rosa, sambista do Leblon, Revista Leblon,p. 2, texto de Carlos Didier

Fonte : www.wikipedia.com.br

Mas não foram só filmes, livros e peças de teatro. Há já várias teses acadêmicas que tratam de Noel Rosa, todas elas comprovando o caráter extremamente rico e variado da sua poesia. Veja-se , por exemplo, em “Noel Rosa: A Modernidade, a Crônica e a Indústria Cultural, dissertação de Mestrado em Semiologia apresentada por Marcos Antonio de Azevedo à Faculdade de Letras da UFRJ, Faculdade de Letras, 2000 , conforme indicação em
http://www.riototal.com.br/...
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Noel Rosa viveu na boa boemia do início do século XX, vindo a falecer da doença que arrasava seus mais fervorosos amantes, passageiros das noitadas, a tuberculose, sem ver os horrores da II Guerra, os pavores das crianças vietnamitas queimadas pelo napalm, os mentores da transformação dos morros cariocas em praças do vício, do tráfico e da violência. Morreu ainda embalado pelo romantismo. Mas Noel nos deixou um olhar realista sobre o morro, forçando-nos a abandonar, como classe média, o “palpite infeliz” sobre a vida naquelas comunidades. O morro para Noel é poesia e música.

Muitas décadas, entretanto, se passariam, até que essa nova visão, de reconhecimento social das comunidades do morro, se transformasse em atenção das políticas públicas, e mesmo, assim, quando chegaram, como presença do Estado, se é que chegaram, já era tarde. O morro já não era apenas uma moldura miserável da Cidade Maravilhosa, povoada por poucos milhares de escravos libertos tempos antes por uma Abolição sem compensações a quatro séculos de sevícias sociais e por um punhado de ex-convocados para lutar na Guerra do Paraguai e na de Canudos, que com eles se misturavam à espera dos soldos devidos que jamais apareceram.

O morro cresceu e multiplicou-se numa infinidade de favelas que constituem, hoje, metade da população do Rio de Janeiro, à mercê do crime, como técnica de sobrevivência. Mas o espírito do morro como comunidade poética, revelado por Noel, ainda resiste. E talvez se constitua não apenas em refúgio mas na esperança de redenção para muitos de seus moradores. Porque a poesia, só a poesia, é capaz de transformar pelo seu re-verso a maior desgraça em incomparável beleza. E, com isto, alimentar a esperança.

No início deste ano de 2010 escrevi grande parte deste artigo, na expectativa de suscitar iniciativas dos órgãos encarregados de promover a cultura no Brasil no sentido de concelebrar o Ano do Centenário de Noel “como um verdadeiro patrimônio da nacionalidade”. Propus que “filmes deveriam ser colocados à disposição das TV ditas públicas para comentários e mesas-redondas sobre a o poeta e livros deveriam ser distribuidos generosamente às bibliotecas como incentivo aos jovens estudantes.

O próprio debate musical entre Noel e Wilson Batista, o “Mocinho da Vila” e o “Malandro do Rio” , reunido em disco da ODEON, em 1956, na voz de Roberto Paiva e Francisco Egidio, regravadas mais tarde por Araci de Almedia e outros cantores, que remete às idéias e preconceitos da “boa sociedade” oriunda do Império sobre o morro e seus moradores, e que foi objeto, também, em 1999, de uma ficção experimental de André Sampaio, bem poderia ilustrar a cultura da época e promover ainda hoje um debate sobre várias questões como preconceito, discriminação, comunidade e poesia.

Nada aconteceu. Ou quase nada. Justificativa: Foi um ano eleitoral... Uma pena!

Sinatra
Frank Sinatra

Hoje, 12 de dezembro, Frank Sinatra, se estivesse vivo, faria 95 anos. Mas, mesmo morto há alguns anos, sua voz continua a encantar o mundo inteiro. Isso é o que diz seu último biógrafo, James Kaplan (Frank: The Voice, Doubleday,786 pág.), um romancista que trouxe o cantor à tona com um livro emocionante e que fala com intimidade e simpatia sobre a vida, a arte e os amores de Sinatra, sobretudo o mais célebre, com a atriz Ava Gardner.

Sinatra, mais do que qualquer outro cantor do século XX, encarnou a grande arte da voz. Não era músico, não era compositor, não era ator, era um grande intérprete que imortalizava qualquer canção que lhe caísse nas cordas vocais. Sem qualquer treinamento profissional que não as horas a fio “vocalizando”, já no começo de sua carreira, alcançou um estilo incontrastável pelo alongamento ininterrupto de frases nas quais cada palavra era cuidadosamente lapidada.

Diz-se que, mesmo sem entender inglês, compreendia-se o que ele estava falando em suas canções. Ele era literalmente um vocalista, não um performer, para quem a voz se substitui por foguetórios, canhões de luz e corais de apoio. Ele era “A Voz”. E a voz era Frank Sinatra. Suspeito de pertencer tanto à Máfia, quanto ao Partido Comunista, dois grandes pecados nos anos 50 na grande nação do Norte, de ter inúmeros vícios e de outros tantos pecados, redimia-se afirmando: Quando canto, sou honesto...Ninguém duvida.

Tina, sua filha, revelou, pouco depois de sua morte, em 1998, que ele tinha tido um significativo papel nas eleições de Kennedy, graças às suas relações com “os chefões”, de Chicago. Nascido no dia de hoje, em 1915, em Los Angeles, filho de imigrantes italianos, Sinatra já tinha conquistado a América ao final da II Guerra. Teve um breve eclipse nos anos de emergência do rock, mas, depois dos anos 70, recuperou o prestígio e varou o mundo encantando multidões. Seus principais sucessos são "Fly me to the moon", "My Way" e "New York, New York". Sinatra também cantou com Tom Jobim. Na oportunidade, "Girl of Ipanema" brindou o grande encontro e contribui para universalizar o gosto por esta belíssima canção, transformada em baluarte internacional da MPB.

Sinatra inaugurou, no Brasil, os grandes espetáculos ao ar livre, cantando, no Maracanã, em 26 de janeiro de 1980, para 175 mil pessoas. Com esta performance abriu caminho para outros espetáculos como Rock in Rio, Paul McCartney, os Rolling Stones, Madonna etc.

“Foi também mágico: a platéia ficou extática quando, às 21h em ponto, Sinatra, 64, pisou o palco erguido no gramado e começou a cantar "I've Got the World on a String", "I've Got You Under My Skin", "The Lady Is a Tramp". E só despertou do transe às 22h15, quando, 20 clássicos depois, ele se curvou pela última vez para o maior público de sua carreira, desceu a longa passarela e sumiu de volta pelos camarins. Durante os 75 minutos de show, ninguém na multidão podia avaliar o que custara pôr de pé um espetáculo como aquele num país sem know-how no gênero - porque Sinatra e sua música engoliam o Maracanã, a arquibancada e cada um ali.
“Para alguns, foi uma das maiores façanhas da engenharia sonora na história. Só faltava superar um obstáculo: a chuva — que caiu, mansa, mas constante, durante todo o dia do show. Por causa dela, não houve passagem de som — os técnicos não queriam molhar os microfones, nem os 20 violinistas, expor os seus Stradivarius. O carioca ignorara a chuva e fora para o Maracanã do mesmo jeito, sem saber que, se a água não desse uma trégua até as 21h, não haveria show. Pois, às 20h53, os organizadores decidiram que essa trégua se dera e o show aconteceria. Faltando apenas sete minutos, toda uma estrutura foi posta para funcionar.
(Ruy Castro in “Sinatra no Brasil, 30 anos atrás - texto publicado no jornal Folha de S.Paulo, de 26/1/2010, no caderno "Ilustrada").
Frank Sinatra
Em 1981, Sinatra voltou ao Brasil e cantou para 700 pessoas em quatro dias seguidos, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, constituindo-se no evento cultural do ano na cidade e um acontecimento memorável a todos os que ali estiveram

“Nas quatro noites, Sinatra subiu ao pequeno palco às 23h. Porque às 21h iniciava-se o jantar, preparado por Roger Vergé. Do extenso cardápio, lia-se:"Lagosta cozida com pouco sal; fundo de alcachofra com creme sofisticadamente rosado e gostoso; filé mignon com molho repleto de azeitonas sem caroço e alguns cogumelos; doce recheado de chantilly (tipo mil folhas)". Além de ouvir — e ver bem de perto — Frank Sinatra, a plateia levou para casa uma gravura de Wesley Duke Lee, um catálogo ilustrado e um compacto com as faixas "New York, New York" e "That's What God Looks Like to Me".

"O Maksoud era um hotel fantástico na época, então assistir ao Frank Sinatra ali era um acontecimento de gala", relembra a advogada Jane Monachesi. "Só se falava no show e na dificuldade de comprar os ingressos. Porque, além de caros, eram poucos. Durante o show, o Frank Sinatra estava brincalhão, descontraído, parecia que ele estava cantando na sua casa. A formalidade foi quebrada quando o show começou."

"Contei, entre os carros que chegavam, mais de duas dúzias de Mercedes, um BMW e um Cadillac Supreme. Ah, sim, um Mustang 69", escreveu, sobre a primeira noite, Mino Carta, na “Ilustrada” de 16 de agosto de 1981.

Comandada pelo maestro Vincent Falcone, a pequena orquestra acompanhou Sinatra em canções que não poderiam faltar, como "Strangers in the Night", "I've Got You Under My Skin" e "My Kind of Town", entre outras, durante os 75 minutos de apresentação.
Ali, no teatro do Maksoud Plaza, foi a última vez que o Brasil ouviu Frank Sinatra. (Thiago Ney)

No cinema , Sinatra apareceu em mais de cinquenta filmes, destacando-se no A um passo da eternidade, de 1953. Este filme, dirigido por Fred Zinnemann, com roteiro no livro de James Jones, relata histórias em um campo do exército americano no Havaí, às vésperas do ataque japonês a Pearl Harbor. O filme trata do drama de três soldados. O sargento Warden (Burt Lancaster), que tem um caso com Karen Holmes, esposa de seu superior imediato, que tenta, sem êxito transformá-lo num oficial superior; o soldado Prewitt, interpretado por Montgomery Cliff, que foi transferido para a base por ser famoso como lutador de boxe, mas que, devido a um trauma antigo, abandonou os ringues; o soldado Angelo Maggio, de origem italiana e temperamento esquentado, interpretado por Sinatra e que tem um forte atrito com o sargento "Fatso", de quem se torna refém.

O filme é um clássico, que merece ser visto ainda hoje, até como homenagem a Sinatra. Em 1954 ganhou o Oscar de melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (Frank Sinatra), melhor atriz coadjuvante (Donna Reed), melhor edição, melhor fotografia - preto e branco, melhor roteiro adaptado e melhor som.No mesmo ano levou o Globo de Ouro (EU) e o Prêmio Especial do Festival de Cannes (França)

Sinatra, nos últimos anos de vida teve, também, seu momento de glória na TV e continuou ativo até sua morte, para gáudio de seus admiradores. Viva “A VOZ!!!”

12/12/2010

Fonte: ViaPolítica/O autor

Paulo Timm, 65, é poeta, cronista e polemista. É economista, Pós-Graduado pela Escolatina, Universidade de Chile, ex-presidente do Conselho Regional de Economia e professor da Universidade de Brasília (UnB). Reside em Torres, Rio Grande do Sul.

E-mail: paulotimm@hotmail.com

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