quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

José Luiz Lopes Gomes(De Viçosa-MG) - Projeto de Reforma Administrativa da PMV não foi bem recebido na Câmara


 
(Compilação)
 
 

(Viçosa News)

 
 
Cidade, Cultura, Educação, Política

Projeto de Reforma Administrativa da PMV não foi bem recebido na Câmara

População usou da tribuna livre para apresentar as perdas na possível fusão das Secretarias de Educação e Cultura

Na reunião ordinária desta terça-feira (11), o coordenador geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Viçosa (Sind-UTE), Paulo Gustavo Grossi da Silva; e a ativista cultural, Jeane Doucas fizeram uso da tribuna da Casa para tratar da reforma administrativa que irá ocorrer na Prefeitura Municipal para o próximo ano.
399257_214423418692465_1373069101_n
O Executivo municipal encaminhou a Casa um projeto de lei em que consolida e altera a legislação municipal que dispõe sobre a estrutura administrativa do município de Viçosa, excluindo algumas secretarias e fundindo outras.
483529_214423425359131_1056002835_nDe acordo com o coordenador do Sind-UTE, Paulo Gustavo a junção da Secretaria de Educação, Cultura, Patrimônio e Esporte é negativa. “Qual é a educação que queremos? Quais rumos devem seguir os projetos educacionais pela Secretaria Municipal de Educação? Depois de tanto debater a educação, seus problemas e suas soluções, a sociedade viçosense é surpreendida com um sorrateiro projeto de lei que define a fusão dessas secretarias, formando uma super secretaria. Os motivos alegados pelo Executivo é que a fusão das mesmas irá acarretar em grande economia aos cofres públicos municipais”.
E completou com um posicionamento negativo a fusão. “Nós trabalhadores em educação, não iremos aceitar de maneira nenhuma a decisão de se fundir Secretarias que possuem perfis, necessidades e demandas completamente distintas como é o caso das Secretarias de Educação, de Cultura e de Esportes”, salientou.
399213_214423435359130_1124955768_nCom forte presença popular do Movimento Social das Culturas, a ativista cultural Jeane Doucas também se posicionou contrária à junção das secretarias. “Em um momento tão importante em que o Brasil está vivendo, pela primeira vez, um processo de construção de políticas públicas de cultura com bases democráticas. Vemos Viçosa caminhar na contramão deste modelo de desenvolvimento, com a premente possibilidade de fusão do órgão gestor máxima de cultura da cidade, a Secretaria Municipal de Cultura”, explanou.
Ela ressaltou que não é contrária a reforma administrativa. “Julgamos ser pertinente e necessária a reformulação para uma administração mais enxuta e com recursos alocados para efetiva gerência e soluções dos problemas da cidade. Porém, essa reforma não deve se pautar exclusivamente na lógica do corte. Somos a favor do diálogo, da participação pública e de estudos para a realização de diagnósticos sobre as reais consequências que esta fusão acarretaria às estratégias de desenvolvimento sustentável do município”.
E defendeu a ideia de que a fusão representaria perdas às duas instâncias. “Uma Secretaria de educação tem prioridades, necessidades e demandas que serão somadas às especificas da cultura. Não concebemos um gestor que possa lidar a contento com temas tão distintos como educação, cultura, patrimônio e esportes, sem prejudicar, mesmo que sem intenção, alguma destas instâncias”, destacou.
484351_214423505359123_1293034369_nOs vereadores comentaram a reforma administrativa. Para o Vereador Marcos Nunes (PT), em uma primeira leitura, é preciso parabenizar, pois algo está sendo feito. “Eu entendo reforma administrativa quando a gente senta e conversa e quando cada um ganha. A educação do município tem cerca de um terço dos funcionários e é uma lástima. É uma crítica, mas também é um elogio, pois o erro foi reconhecido”, disse. Marcos também acredita que o projeto que altera a estrutura administrativa do município deve ser votado apenas no próximo ano, com mais tranquilidade.
156293_214423648692442_46849986_nO Vereador Ângelo Chequer (PSDB) discordou do colega, afirmando que a reforma administrativa têm sido feita em várias cidades da região. “Iremos sentir um pouco, mas a economia de 300 a 500 mil reais por ano vai fazer diferença”, afirmou. Ângelo completou afirmando que o recurso destinado para a cultura, por exemplo, continuará. “Se analisarmos não há cortes e sim aumento do orçamento. Os projetos em andamento continuarão em andamento. Buscamos o projeto em Brasília e ele já foi implantado em várias cidades. O recurso da educação e da cultura irá aumentar e tenho a convicção que teremos dias melhores para Viçosa”, acredita.
“Como sobrecarregar uma secretaria tão importante quanto à de educação? Temos que ter uma reforma sim, mas com diagnóstico e proposta”, proferiu a Vereadora Cristina Fontes (PMDB). Ela lembrou de todo a mobilização e conquista da secretaria de cultura neste último ano e falou do prejuízo que as mudanças poderiam trazer às conquistas. “Há secretarias que podem ser fundidas de maneira mais tranquila. Muitas secretarias importantíssimas para o município estão sendo extintas, a cidade vai ter danos”, previu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário