Marco Aurélio, filho do
ex-prefeito Jorge Carone Filho, informa que “independente das questões criminas”,
a multa pela demolição dos prédios inventariados da Rua Floriano Peixoto deverá
ser destinada à restauração e manutenção de outros bens tombados pelo
Patrimônio Histórico Municipal. Aqueles
prédios demolidos faziam parte do sítio arquitetônico formado pelo atual
Conservatório Estadual de Música e pelas casas pertencentes aos herdeiros do
ex-prefeito Júlio Carone, do Sr. Chicre Amin e da cantora Mariazinha.
Marco Aurélio exalta a “desassombrada
iniciativa do Ministério Público de Visconde do Rio Branco” pela paralisação
das demolições e impedimento das construções pretendidas. E diz que fez
representação perante a Promotoria Especializada na Defesa do Patrimônio Histórico
e Artístico de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Acompanha a tramitação do
inquérito e fala da “gravidade da agressão e do crime praticado”.
De acordo com suas palavras, pode estar havendo acordo entre o MP e os
empreendedores, de maneira a adaptar a sequência das obras ao conjunto
arquitetônico original, de modo “a não atrapalhar sob qualquer ângulo a visão
da fachada do prédio do Conservatório, assim como chocar-se com sua arquitetura”. E argumenta que o atual prefeito(João Antônio
de Souza) deixa para o próximo prefeito(Iran Silva Couri) “o impedimento de
autorizar a execução das obras pois estaria beneficiando-se na condição de
prefeito do crime praticado por ser sócio do empreendimento.”
O sítio arquitetônico,
formado pelo conjunto dos prédios em demolição e o atual Conservatório de
Música, fora construído pelo Dr. Jorge Carone, avô de Marco Aurélio.
Segue a correspondência de
Marco Aurélio Carone sobre a questão:
“Em relação à paralisação das obras
do prédio que seria construído no local onde foram
demolidas as residências integrantes do sítio arquitetônico do
Conservatório de Música, informo que tal fato prende-se à eficiente
e desassombrada iniciativa do Ministério Publico de
Visconde do Rio Branco, após representação que fiz perante a Promotoria
Especializada na Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico de
Minas Gerais, aqui em BH. Venho acompanhando semanalmente através de
meu advogado a tramitação do inquérito instaurado e posso afirmar que
a gravidade da agressão e do crime praticado foram tamanhas que independente
das questões criminais o valor da penalidade pecuniária a ser
imposta aos autores pode superar em muito o lucro
que pretendiam aferir. Sem dizer que caso ainda pretendam construir
algo no local, nos termos da lei a altura da edificação está condicionada a não
atrapalhar sob qualquer ângulo a visão da fachada
do prédio do conservatório assim como chocar-se com sua
arquitetura. Extra oficialmente tenho conhecimento que os empreendedores
estariam tentando adaptar o projeto arquitetônico a estas e
outras condicionantes. No campo político sabe-se que o atual prefeito deixa
para o próximo prefeito o impedimento de autorizar a execução
das obras pois estaria beneficiando-se na condição de prefeito do crime
praticado por ser sócio do empreendimento. A punição pecuniária a
ser imposta irá para um fundo administrado pelo MP para ser aplicado na
restauração ou manutenção de outros bens tombados. Neste caso entendo que a
melhor destinação seria à recuperação do cinema. Porém este deve ser um entendimento entre
a sociedade civil de VRB e o MP.”
O Sítio Arquitetônico
Conservatório de Música. Imagem: Isah Baptista
Os três prédios antes da demolição. Imagem: Isah Baptista
Prédio da Mariazinha. Imagem: Isah Baptista
Prédio do Chicre Amin. Imagem: Isah Baptista
Estágio de suspensão judicial das obras.





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