quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Multa por demolição de prédios da Rua Floriano Peixoto será destinada à manutenção de outros bens tombados, diz Marco Aurélio


                             

         Marco Aurélio, filho do ex-prefeito Jorge Carone Filho, informa que “independente das questões criminas”, a multa pela demolição dos prédios inventariados da Rua Floriano Peixoto deverá ser destinada à restauração e manutenção de outros bens tombados pelo Patrimônio Histórico Municipal.  Aqueles prédios demolidos faziam parte do sítio arquitetônico formado pelo atual Conservatório Estadual de Música e pelas casas pertencentes aos herdeiros do ex-prefeito Júlio Carone, do Sr. Chicre Amin e da cantora Mariazinha.

         Marco Aurélio exalta a “desassombrada iniciativa do Ministério Público de Visconde do Rio Branco” pela paralisação das demolições e impedimento das construções pretendidas. E diz que fez representação perante a Promotoria Especializada na Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Acompanha a tramitação do inquérito e fala da “gravidade da agressão e do crime praticado”.

De acordo com suas palavras, pode estar havendo acordo entre o MP e os empreendedores, de maneira a adaptar a sequência das obras ao conjunto arquitetônico original, de modo “a não atrapalhar sob qualquer ângulo a visão da fachada do prédio do Conservatório, assim como chocar-se com sua arquitetura”.  E argumenta que o atual prefeito(João Antônio de Souza) deixa para o próximo prefeito(Iran Silva Couri) “o impedimento de autorizar a execução das obras pois estaria beneficiando-se na condição de prefeito do crime praticado por ser sócio do empreendimento.”

         O sítio arquitetônico, formado pelo conjunto dos prédios em demolição e o atual Conservatório de Música, fora construído pelo Dr. Jorge Carone, avô de Marco Aurélio.  

         Segue a correspondência de Marco Aurélio Carone sobre a questão:

“Em relação à paralisação das obras  do prédio que seria construído no local onde foram demolidas as residências integrantes do sítio arquitetônico do Conservatório de Música, informo que tal fato prende-se à eficiente e desassombrada iniciativa do Ministério Publico de Visconde do Rio Branco, após representação que fiz perante a Promotoria Especializada na Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, aqui em BH. Venho acompanhando semanalmente através de meu advogado a tramitação do inquérito instaurado e posso afirmar que a gravidade da agressão e do crime praticado foram tamanhas que independente das questões criminais o valor da  penalidade pecuniária a ser imposta aos autores pode superar em muito o lucro que pretendiam aferir. Sem dizer que caso ainda pretendam construir algo no local, nos termos da lei a altura da edificação está condicionada a não atrapalhar sob qualquer ângulo a visão  da fachada do prédio do conservatório assim como chocar-se com sua arquitetura. Extra oficialmente tenho conhecimento que os empreendedores estariam tentando adaptar o projeto arquitetônico a estas e outras condicionantes. No campo político sabe-se que o atual prefeito deixa para o próximo prefeito o impedimento de autorizar  a execução das obras pois estaria beneficiando-se na condição de prefeito do crime praticado por ser sócio do empreendimento. A punição pecuniária a ser imposta irá para um fundo administrado pelo MP para ser aplicado na restauração ou manutenção de outros bens tombados. Neste caso entendo que a melhor destinação seria à recuperação do cinema. Porém este deve ser um entendimento entre a sociedade civil de VRB e o MP.” 

                                 O Sítio Arquitetônico 
Conservatório de Música. Imagem: Isah Baptista
Os três prédios antes da demolição. Imagem: Isah Baptista

Prédio da Mariazinha. Imagem: Isah Baptista

Prédio do Chicre Amin. Imagem: Isah Baptista

Estágio de suspensão judicial das obras.

Nenhum comentário:

Postar um comentário