Primeiro dia de chuva fina e duradoura do ano muda a
temperatura e provoca lentidão no trânsito.
As ruas no perímetro urbano mantêm os defeitos e até aumentaram em
relação ao seu estado de dezembro.
Os defeitos no calçamento e as
trincas com buracos no asfalto provocam
poças d’água por toda a extensão da estrada de ferro, desde o Pito Aceso, na
sequência pela Av. São João Batista, no retorno pela Rua do Divino(Tabelião
Orlando Costa), Rua Nova(Av. Dr. Carlos Soares), Coronel Geraldo, Praça 28 de
Setembro, Floriano Peixoto, Voluntários da Pátria e Santo Antônio.
Para evitar jogar água e lama nos
transeuntes e ciclistas por essas vias, ou sobre quem esteja nas calçadas, os
motoristas precisam reter a velocidade e, em certos momentos, até parar.
O discurso de posse do prefeito Iran
Silva Couri gerou uma expectativa de
intenso trabalho de reparação das vias de imediato, com a expressão “mãos à
obra”. Mas o impacto ainda não se fez
notar nas áreas de maior circulação. Por enquanto, há uma sensação de abandono.
Se ainda estiver havendo a ocupação do
tempo com estudos da distribuição de pessoal, isto demonstra falta de
planejamento. Seria tarefa para o intervalo entre a eleição e a posse. Que houvesse ao menos um plano provisório
antes da diplomação, para ser confirmado logo após, de modo a possibilitar o
pessoal entrar em plena atividade no primeiro dia útil do ano, a quarta-feira,
02. O serviço de manutenção de ruas é imprescindível
e necessário até como trabalho
preventivo no período de expectativa de chuvas fortes e de enchentes.
O Município está sendo contemplado com
tempo bom, favorável para a prevenção, se comparado às cheias de novembro de 2010,
e à de 02 de janeiro de 2012. Estamos caminhando para a metade do mês. O normal é que em toda mudança de
administração, a nova comece com todo gás, principalmente quando a corrente
vencedora cobriu de crítica a anterior.
Houve de imediato, sem perda de tempo,
blitz no trânsito. Parte das multas é
destinada aos cofres do município, e parte aos do estado. Terá sido uma simples
coincidência?
A Conclusão está contida na pesquisa abaixo:
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Diante do exposto, podem-se apontar as seguintes conclusões:
O novo Código de Trânsito Brasileiro, instituído pela Lei Federal n. 9.503, de 12 de setembro de 1997, ampliou significativamente as atribuições dos Municípios, no que se refere à fiscalização de trânsito.
Desde a entrada em vigência do referido Código, o Município passa a exercer atribuições relativas à fiscalização de trânsito, autuação e aplicação das medidas administrativas cabíveis, no exercício regular do poder de polícia de trânsito, aplicação de penalidades em casos de infrações, bem como notificação e arrecadação das respectivas multas.”
Sem pretendermos
prejulgar, percebemos muita pressa em arrecadar dos motoristas – maioria rio-branquenses
– a passar pelo centro da cidade; e muita lentidão na correção das pistas. É uma forma de cobrar adiantado, sem ter
prestado o serviço, princípio que contraria toda relação de trabalho. Todo possuidor de veículo automotor contribui
para as obras de manutenção de vias municipais, estaduais e federais no
pagamento do IPVA e dos inconstitucionais pedágios nas estradas privatizadas. Estes
pedágios correspondem a uma dupla tributação. E contraria o direito
constitucional de ir e vir dentro de todo o território nacional. Os impostos
pagos no abastecimento e na compra de peças na manutenção dos veículos também
são destinados a esse fim.
O IPVA merece um
comentário à parte sobre o avanço do estado na economia popular.
Na década de 70 do
Século passado, o pagamento desse imposto era feito de acordo com o final da
placa dos veículos, a partir do mês de abril, para os finais de 1,2,3,4. Daí em diante, era o mês coincidente com o
final da placa: 05-maio; 06-junho.... até chegar a outubro com final 0.
Agora estamos pagando tudo no mês de janeiro.
“ IPVA
Imposto sobre a Propriedade de Veículos
Automotores
A escala de vencimentos do IPVA 2013 inicia em
14 de janeiro e termina em 27 de março, para todos os veículos automotores
rodoviários usados, variando de acordo com o final da placa.
O prazo para pagamento à vista com desconto ou da
1ª parcela é de 14 a 25 de janeiro, conforme o final da placa.”
Desta forma,
estamos pagando adiantado para manter as máquinas administrativas do trânsito
durante o ano inteiro. Os veículos que forem acidentados e destruídos, se forem acompanhados de morte dos
proprietários, representam mais lucros para o estado insaciável, que recebeu e
ficará desobrigado de prestar-lhes o devido serviço. Se o veículo destruído for
substituído por um novo, outra carga de impostos recairá sobre a nova unidade
em circulação.
Parece que saímos
de nosso comentário no centro de Visconde do Rio Branco para essa abordagem
mais abrangente. Mas tudo está no contexto de uma conjuntura. Todas, ou quase
todas as ações governamentais estão sendo municipalizadas, como agora fica
evidente no Trânsito.
A vida do país
está de fato em cada município, onde estão o cidadão e a família, a razão de
ser da unidade nacional. Falta serem dotados os municípios de instituições de
ensino de excelência, fontes maiores de cultura, e meios de sobrevivência para
melhorar a qualidade de vida de suas populações. Falta serem canalizadas as
riquezas da união para o povo do próprio país e de cada município, e eliminar a
contradição grotesca e desumana de sermos um país rico com uma população pobre.
Sair desse contraste de ostentar a posição de 5ª economia do mundo, com uma das
piores posições em educação e em distribuição de renda.
Se o município
reflete a consequência de todo este quadro, no próprio município tem de começar
a transformação a partir da assistência às crianças desde o ventre materno,
para as novas gerações brotarem qualificadas com base no cérebro livre e aberto
à educação de qualidade já nos primeiros momentos de vida; e evoluírem no
conhecimento em ambiente saudável, seguro, tranquilo e crescente, para
chegarem à idade adulta dotados de competência para comporem uma sociedade
livre, soberana, emancipada, consciente.
Quem cresce em um
município cheio de desigualdade em relação à riqueza e a diferença de
oportunidades, torna-se convencido de que sua situação é pior por questão de
destino. Compreende pouco da influência
da hereditariedade, do meio e das reações da própria personalidade sobe o seu
comportamento. Acha que é assim porque ‘Deus
quis assim’. Entrega-se ao que acredita
ser uma fatalidade. Deixa de lutar por uma vida melhor. Aceita injunções
humilhantes como prendas, e aceita, sem perceber, como atos de bondade, a
imposição de submissão, como servo eterno, sem o entendimento altaneiro da
emancipação.
Tudo se reflete no
município. Mas o impedimento de a ele chegarem as instituições do saber são uma
forma de manter a cegueira coletiva, que nega ao povo enxergar a cadeia sem
grades que cerceia sua liberdade.
Desculpem. Saímos do centro da cidade, onde uma chuva
fina veio amenizar o calor que abrasava nos últimos dias. A garoa trouxe mais
conforto. E, ao mesmo tempo, revelou que
a nova administração – nem tão nova assim – ainda não saiu da oba-oba da
vitória eleitoral. Houve a posse.
Fala assumir.
(Franklin Netto – viscondedoriobrancominasgerais@mail.com)
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