quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

UPA-24 horas, uma obra acima dos partidos



     

       O povo de Visconde do Rio Branco precisa da conclusão dessa obra na sua forma original. Ela tem origem no Ministério da Saúde que coloca o Serviço Único de Saúde(SUS) na coordenação de sua construção de cada Unidade de Pronto Atendimento(UPA) para funcionamento durante as 24 horas do dia, para as situações de urgência e emergência. O espírito norteador dessa obra é a sua universalidade, como forma de diminuir ou acabar com as filas de espera nos hospitais de toda a rede nacional, e a população receber o atendimento imediato, quando o paciente passa por uma avaliação.  O seu quadro pode ter solução imediata na própria Unidade, ou a equipe médica indica a conveniência para internação  em hospital com maior estrutura de tratamento.

         A construção e funcionamento dependem de trabalho integrado do governo federal, dos estados e dos municípios. E, por esta razão, sua existência está acima de partidos e de interesses exclusivistas.  É um Pronto Socorro público no município, mas de abrangência nacional quanto aos recursos para construção e funcionamento.  O seu atendimento vai além dos moradores de Visconde do Rio Branco, tratando-se do que está iniciado na Rua Eugênio de Melo.  E há que se considerar que foi uma conquista local, já que são poucos os municípios brasileiros contemplados com esse tipo de unidade de saúde.

         Por esta razão, a UPA-24 horas é desvinculada de qualquer casa hospitalar já existente. Nenhuma delas é pública. Para qualquer delas poderá ser indicado um paciente, se o caso não puder ser resolvido na própria UPA.

         Esta Unidade decorreu da  DELIBERAÇÃO CIB-SUS/MG Nº 1.324, DE 3  DE DEZEMBRO DE 2012, quando o Secretário de Saúde do Estado de Minas Gerais, ANTÔNIO JORGE DE SOUZA MARQUES, assim documenta:
“Ratifico atesto do início de  obra da Unidade de Pronto Atendimento    UPA Porte  I,  no  município de  Visconde do Rio Branco  no Estado de Minas Gerais, nos termos da Portaria GM/MS nº 1.020, de 13 de maio de 2009.”

Um programa do Governo Federal(PT) do mesmo partido do Prefeito Iran(PT) e intermediado pelo Governo do Estado(PSDB)  tem de ficar a salvo das questiúnculas locais.  Em razoável atitude do prefeito anterior, João Antônio de Souza, as obras começaram em local neutro naquele trecho da Rua Eugênio de Melo, ao lado do Clube dos Bancários, em igual distância da Casa de Saúde Santa Rosa e do Hospital São João Batista.

No livreto de campanha do candidato Iran está escrito: “CONSTRUÇÃO DA UPA – Iran vai dar continuidade à construção, equipar e colocar em funcionamento a UPA, obra do Governo Federal que vai dar à população atendimento médio 24h por dia. Muito mais saúde!”

No entanto, no discurso de posse, o prefeito mudou de posição ao dizer:   “a partir de fevereiro, assinaremos convênio com o HSJB para criação do Pronto Socorro Municipal 24 horas, para atendimento dos casos de urgência, antiga reivindicação do povo de Rio Branco”.
 
Isto tira a neutralidade daquele importante serviço social com distorção da sua finalidade e sem isenção de ânimo.  É muito perigoso realizar serviços públicos com paixão e tendenciosidade.  Pode gerar monstruosidades administrativas com grande prejuízo para os cofres públicos, desperdício de verbas já programadas pelas instâncias superiores e sacrifício para o contribuinte.
Em momentos assim, é necessário ter a razão em harmonia com a causa pública, para evitar mais um elefante branco, como aconteceu com a Avenida Beira Rio, também construída sob emoção.

Fontes fidedignas relatam que o término das obras da UPA-24h estava previsto para abril ou maio próximos, e equipe médica de qualidade  estava se preparando para o atendimento de urgência.  Essa mudança de rumos, se confirmada, vai atrasar o trabalho. E é muito difícil pensar que, nesses moldes, vá seguir o padrão programado desde o Ministério da Saúde para se espalhar por vários municípios do país.  Para Visconde do Rio Branco seria um privilégio ter a UPA-24h funcionando e prestando seus serviços aos moradores de toda a região.  Não existe ainda essa qualidade de serviço de saúde nos municípios vizinhos, alguns dos quais ainda não dispõem de hospital. Um serviço público dessa natureza deve estar desvinculado de correntes políticas e de financiadores de campanha, porque os mandatários passam, mas esse bem deve permanecer. 

É bom sabermos os lugares que foram beneficiados com a implantação das UPAS-24 para entendermos que este é um privilégio que estamos prestes a perder. Vejam a relação:

 




Ouvidoria 


 

 


 Imagem: i.saude.net

UPAS em Funcionamento no País

Altamira/PA – Porte II
Angra dos Reis/RJ – Porte III
Apucarana/PR – Porte II
Araraquara/SP – I
Araruama/RJ – Porte III
Araguaína/TO – Porte II
Bangu/RJ – Porte III
Barra Mansa/RJ – Porte III
Bauru/SP – Porte III (2 unidades)
Belford Roxo/RJ – Porte III
Belo Horizonte/MG – Porte II
Belo Horizonte/MG – Porte III (4 unidades)
Betim/MG – Porte I
Betim/MG – Porte II
Betim/MG – Porte III (2 unidades)
Bom Jesus da Lapa/BA – Porte I
Bom Principio/RS – Porte I
Brasília/DF – Porte III
Botafogo/RJ – Porte III
Boquim/SE – Porte I
Cabo de Santo Agostinho/PE – Porte III
Cabo Frio/RJ – Porte I
Cabo Frio/RJ – Porte III
Caetité/BA – Porte III
Capanema/PA – Porte II
Caruaru/PE – Porte III
Caruaru/PE – Porte III
Castro/PR – Porte II
Campinas/SP – Porte III
Campinas/SP – Porte I
Campo de Goytacazes/RJ – Porte III
Campo Grande/RJ – Porte III (2 unidades)
Contagem /MG – Porte I (3 unidades)
Contagem /MG – Porte II
Contagem /MG – Porte III
Curitiba/PR – Porte II
Curitiba/PR – Porte III (7 unidades)
Coroatá/MA – Porte II
Diadema/SP – Porte II
Duque de Caxias/RJ – Porte III
Engenho Novo/RJ – Porte III
Florianópolis/SC – Porte II
Florianópolis/SC – Porte II
Formosa/GO – Porte I
Fortaleza/CE – Porte II
Foz do Iguaçu/PR – Porte III
Guarapari/ES – Porte II
Guarabira/PB – Porte I
Guarujá/SP – Porte II (2 unidades)
Guarulhos/SP – Porte III
Ibireté/MG – Porte II
Igarassu/PE – Porte III
Ilha do Governador/RJ – Porte III
Imperatiz/MA – Porte II
Irajá/RJ – Porte III
Itaperuna/RJ – Porte III
Jaboatão dos Guararapes/PE – Porte I (3 unidades)
Jacarepaguá/EJ – Porte III
João Pessoa/PB – Porte II
Juiz de Fora/MG – Porte III (2 unidades)
Macaé/RJ – Porte III
Manguinhos/RJ – Porte II
Manhuaçu/MG – Porte II
Maranguape/CE – Porte II
Maré/RJ – Porte III
Marechal Hermes/RJ – Porte III
Mossoró/RN – Porte II
Mossoró/RN – Porte I
Mauá/SP – Porte II (3 unidades)
Natal/RN – Porte II
Nilópolis/RJ – Porte III
Nova Friburgo/RJ – Porte III
Nova Iguaçu/RJ – Porte III
Nova Iguaçu/RJ – Porte III
Novo Hamburgo/RS – Porte II
Olinda/PE – Porte I
Palmas Norte/TO – Porte II
Palmas Sul/TO – Porte II
Passos/MG – Porte III
Petrópolis/RJ – Porte III
Paulista/PE - Porte III
Piracicaba/SP – Porte I
Piracicaba/SP – Porte II (2 unidades)
Piracicaba/SP – Porte III
Poço Redondo/SE- Porte I
Porto da Folha/SE – Porte I
Recife/PE – Porte I
Recife/PE – Porte III (4 unidades)
Resende/RJ – Porte III
Ribeirão das Neves/MG – III
Rio Branco/AC – Porte III
Rio Bonito/RJ – Porte III
Rio de Janeiro/RJ – Porte III (13 unidades)
Rio de Janeiro/RJ – Porte II (2 unidades)
Rio Verde/GO – Porte I
São Bernardo do Campo/SP – Porte I
São Bernardo do Campo/SP – Porte II (3 unidades)
São Bernardo do Campo/SP – Porte III
São Carlos/SP – Porte I
São Gonçalo/RJ – Porte III (2 unidades)
Santa Rita/PB – Porte I
São João Del Rei/MG – Porte II
São José de Ribamar/MA – Porte II
São José do Rio Preto/SP – Porte III
São João do Meriti/RJ - Porte
São Lourenço da Mata/PE – Porte III
São Luiz/MA – Porte II
Simão Dias/SE – Porte I
Sarapuí/RJ – Porte III
Serra/ES – Porte III
Teófilo Otoni/ MG – Porte II
Teresópolis/RJ – Porte III
Três Rios/RJ – Porte III
Uberaba/MG – Porte III
Vera Cruz/BA - Porte III
Volta Redonda/RJ – Porte III
Votuporanga/SP – Porte I

Observando esses lugares, a sua importância, dá para avaliar o status que alcançará Visconde do Rio Branco se o projeto original for mantido.  Todos os vereadores devem honrar seu mandato, movendo gestões junto ao prefeito.  Neste sentido, deve se evitar serem divididos entre Situação e Oposição.  O projeto é nobre, uma das poucas coisas que o governo federal tem feito realmente a favor do povo.  Os vereadores e o próprio prefeito têm que mostrar se estão a favor ou contra o povo.

(Franklin Netto – viscondedoriobrancominasgerais@gmail.com)

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