O Carnaval, de origem grega, chegou ao
Brasil por influência da França e se adaptou aos costumes brasileiros
misturados com as fantasias de cultura variada de onde adotaram os modelos de
Pierrot e Colombina como tema de ritmos bem brasileiros das marchas e
sambas. O samba tem origem africana, a
partir dos lamentos de senzala, e ganhou estilo próprio a partir dos morros do
Rio de Janeiro(favelas), onde passavam a viver populações menos favorecidas,
com predominância de ex-escravos. Por ser um estilo contagiante, venceu
preconceitos e ganhou as avenidas e os salões nos bailes de carnaval.
As marchinhas predominaram deste dos
anos 20 até os anos 60, juntamente com os sambas, e foram base dos compositores
para o repertório do Carnaval com crescimento e aceitação popular à medida que
o rádio crescia. Os aparelhos receptores faziam parte da família brasileira e
tinham presença obrigatória nos lares, nos locais de trabalho e até nas mãos de
cada trabalhador depois que surgiu o rádio portátil.
As letras das músicas de Carnaval
tinham motivos românticos, dramáticos, ou falavam da rotina social, onde os
lamentos de senzala eram substituídos pelos lamentos dos barracos, da vida dura
do trabalhador. “Ai, ai, meu Senhor. Ai, ai, meu Senhor, desce aqui na terra, e
vem ver a vida do trabalhador. Até o meu barraco destruído, do meu amor uma
lágrima rolou, a turma da escola comovida chorou, chorou, chorou...ai, ai”
Nas músicas e nos desfiles havia
espontaneidade e simplicidade das histórias.
No carnaval de rua cada um brincava do jeito que queria, cantava as
músicas que tivesse aprendido, vestia qualquer roupa diferente ou bizarra, e
colocava máscaras feitas e criadas ao gosto do próprio folião. Até os blocos
dos sujos eram compostos de grupos vestidos com as roupas tiradas dos cestos que
estavam cheios para lavar. As escolas de samba eram organizadas de acordo com
as parcas possibilidades dos seus componentes.
As fantasias nos desfiles, nos clubes e
as ruas retratavam o que cada um acha melhor: Pierrots, Colombinas, heróis de
cinema, ou das histórias e lendas conhecidas, como Zorro, Saci, Pirata. Eram três dias de folia: domingo, segunda e
terça-feria até a meia-noite, porque, a partir de zero hora de quarta, a Igreja
exigia o respeito às Cinzas. Muito
folião se perdia embriagado, e amanhecia a quarta-feira cheio de confete na
cabeça e colado no corpo suado, cruzando-se com religiosos que traziam na testa
a cruz de cinza benta da primeira missa.
A partir dos anos 60 do Século XX,
vinha sendo imposta uma aculturação do que era genuinamente brasileiro. As rádios que divulgavam programas com
músicas para todos os gostos, dedicavam algum espaço à exclusiva música nacional.
Os canais de rádio eram públicos, mas o
governo dava concessões a empresas particulares para explorar o serviço de
divulgação. Essas empresas tinham receita nas propagandas. As agências de propaganda, maioria
estrangeira, passaram a ser instrumento de dominação dos programas radiofônicos.
Daí, foram impondo as programações com músicas estrangeiras, principalmente
estadunidenses. Os musicais iam perdendo
brasilidade. E os rádio-ouvintes, que mal sabiam falar o
português, tiveram que engolir letras e ritmos alienantes e alucinantes: rock, blue,
jazz... Não entendiam nada, mas era seu
passatempo. Os disc jockey, um termo por si
alienante, passavam a divulgar nas Paradas de Sucesso os gêneros de
interesse dos patrocinadores. Nessa onda, foi-se o carnaval do povo. Não havia
mais repertório carnavalesco exclusivo divulgado a cada ano. O povo consumia o que o rádio divulgava. Os
inspirados compositores e cantores brasileiros perderam campo para o que era
estrangeiro. As escolas de samba
passaram ao domínio de organizações turísticas.
Brincar no Carnaval deixou de ser espontâneo para ter passos ensaiados,
com exibição de profissionais das artes de palco. As organizações dos programas
carnavalescos viraram coisa estabelecida, cheias de regras e de tudo o que
deixa de ser brincar. O Carnaval tem a
presença do público expectador, mas não agente da festa.
Por isto
que as velhas marchinhas e sambas, quando são tocados na pista no desfile da
Terceira Idade, atraem a juventude a compartilhar, entusiasmados pela beleza
das letras e o prazer dos ritmos contagiantes.
As bandas que “animam” a festa na programação oficial
nada têm a ver com o carnaval que, mesmo tendo vindo de fora, ganhara uma forma
genuinamente brasileira. Aquele foi o
Carnaval dos anos 20 aos anos 60 do Século XX.
A partir de então, essa adulteração de cultura popular, misturou-se com
a propagação de drogas sob o domínio de organizações criminosas e grupos de
contravenção. Objeto de lucro e de
corrupção social.
Pesquisa
para esta matéria:
Marcha de
Carnaval, também conhecida como "marchinha", é
um gênero de música popular que foi predominante no carnaval dos brasileiros dos anos 20 aos
anos 60 do século XX, altura em que começou a ser substituída pelo samba enredo em razão de que as escolas
de samba não queriam pagar os altos preços cobrados pelos compositores
musicais. No entanto, no Rio de Janeiro, as centenas de
blocos carnavalescos que anualmente desfilam durante o carnaval continuam, a
cada ano, lançando novas marchinhas e revivendo as antigas.(Wikipédia)
Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em
meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus
cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção.
Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C..[1] É
um período de festas regidas pelo ano lunar nocristianismo da Idade Média. O período
do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne
vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do
carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade
brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de
desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX.[2] A
cidade de Paris foi
o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice,Nova Orleans, Toronto e Rio
de Janeiro se
inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas
carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer
carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São
Paulo, Tóquio e Helsinque.
O carnaval
do Rio de Janeiro está
atualmente no Guinness Book como o maior carnaval do mundo, com um
número estimado de 2 milhões de pessoas, por dia, nos blocos de rua da cidade.[3] Em
1995, o Guinness Book declarou o Galo da Madrugada, da
cidade do Recife, como o maior bloco de carnaval do
mundo.[4](Wikipédia)
(Franklin Netto –
viscondedoriobrancominasgerais@gmail.com)
+Franklin2.jpg)
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