A interdição da Praça 28 de Setembro nos trechos do Ponto de
Táxis, junto ao balaústre e parte da Travessa Nestor Gomes até a Rua Presidente
Antônio Carlos e o trecho desta Rua até a Praça Getúlio Vargas(Estação), causa
transtorno no trânsito, com muita lentidão e engarrafamento. Durante a noite, com o fechamento também da
Praça Tiradentes, a pista lateral do jardim em direção à Rua Floriano Peixoto
agrava mais o problema. O Morro da Escola fica também interditado. Nesta tarde o
ponto crítico da Av. Beira Rio, próximo à Ponte da Água Limpa, estava em obras,
que motivaram seu fechamento. Desse jeito, as vias alternativas se tornaram
insuficientes para um escoamento dinâmico para cruzar o centro da cidade de um
lado para outro.
Outra questão tem sido a falta dos remédios básicos, de uso
contínuo, na Farmácia Municipal, da Rua Major Felicíssimo, no decorrer deste
segundo mês da administração empossada em 1º de janeiro. Os primeiros dias de responsabilizar a
administração passada eram compreensíveis, embora a equipe de transição devesse
indicar providências saneadoras do
problema de imediato, para evitar por tanto tempo essa carência de
medicamentos. Mas continuar
responsabilizando os antecessores pela permanência do problema é como se os
governantes ainda estivessem na oposição, e não houvessem assumido os
cargos. O tempo entre o resultado das
eleições e a posse seria mais bem aproveitado se a equipe vencedora realizasse
um planejamento preventivo, em caráter provisório, sujeito às adaptações necessárias.
As improvisações custam caro e dão resultados negativos. Ficam sujeitas a
licitações pouco indicadas, ou até dispensadas diante da urgência. O erário
sofre e transfere o sofrimento para o bolso e para a saúde do povo, ao ficar em
falta do remédio, ao recorrer à compra em farmácias particulares e nos impostos
que são a fonte de manutenção do erário e de seus administradores.
Estes têm que aproveitar o bônus e assumir o ônus do legado
anterior. Afinal é para isto que o regime democrático oferece a oportunidade de
alternância no poder, de partidos e de pessoas.
Mesmo que essa alternância pouco ou nada ofereça de transformações
sociais, a oxigenação ou mudança de ares, de vez em quando, faz o povo respirar
diferente. A falta de transformações
sociais decorre do predomínio do poder econômico sobre o sistema eleitoral e o
processo administrativo. Aí é outra
história que depende do nível de cultura de toda a população.
As evasivas de quem assume o poder dão a idéia de tentativa
de acomodação. E em Visconde do Rio Branco não há nenhum
chefe de executivo novato. Iran está no
terceiro mandato, contra quatro do Dr. João. Este tipo de sucessão está
repetitivo.
Em contraste com as iniciativas sem resultado satisfatório
sobre os remédios e as pistas de rolamento defeituosas, os preparativos para
festas correram velozes desde a posse. E
estão anunciados como eficientes para o Carnaval. Os responsáveis anunciam com estardalhaço que
a festa de Momo volta a ser a melhor da região. Nem o incêndio na Boate
Kiss de Santa Maria no Rio Grande do Sul provocou um “pé atrás” na cautela
necessária, em uma ocasião em que todo o material usado nos desfiles de blocos
e escolas, como os de clubes, são inflamáveis. Afinal, prudência e caldo de
galinha não fazem mal a ninguém.
Parece que, por um golpe de sorte, a polícia, ao investigar
denúncias de exploração sexual de menores nos hotéis da cidade, acabou
descobriu que as instalações do antigo Hotel Braga corriam risco de desabar. Chamado o Corpo de Bombeiros, confirmou-se
que a suspeita de desabamento tem fundamento, ratificado também pelo Engenheiro
Alair Silva. E o prédio foi interditado, com isolamento das áreas sujeitas a
serem atingidas caso o casarão antigo venha abaixo. Se for demolido, ou cair, a sua área e a da
histórica Casa Telles formarão uma enorme lacuna de desolamento no cenário
arquitetônico da Praça 28 de Setembro. É
provável que a demolição da Casa Telles tenha abalado a estrutura do Hotel
Braga. Suas paredes eram unidas na divisa. Formavam um arrimo duplo. A falta de um, abala o outro.
No meio desses acontecimentos, o site da Prefeitura anuncia
medidas para oferecer tranquilidade aos foliões, como “câmeras
de segurança que serão instaladas em pontos estratégicos da cidade. Através do
videomonitoramento” .
Essas medidas são corretas, em tempos normais. Mas não vêm de
graça. É uma questão de prioridade
distinguir entre medicamentos e a folia. Se pode uma coisa, pode outra. Se, entretanto, tiver que optar por uma
medida, do ponto de vista popular é polêmico e complicado. Há parcela significativa da população que
avalia um administrador público pelas festas que faz. Se depender de decidir
entre o agradável e o necessário, muitos políticos calculam quantos votos perde
ou ganha em uma ação ou outra.
Depois da última Copa
do Mundo, o Senador Cristóvam Buarque disse: "O Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo no futebol
e ficou triste. É 85º em educação e não há tristeza".
Se houver um plebiscito entre “construir os Estádios de
Futebol para a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016” e “oferecer educação de
graça até o Curso Superior”, adivinhem qual proposta vencerá?
Assim também funciona a distribuição de bebidas de graça, as
festanças carnavalescas, e a distribuição de remédio e educação. E quem pensa
em eleição, ou reeleição já tem a opção tomada.
Quanto menos o povo ler e pensar, mais fácil de manipular.
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