quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Praça interditada, caos no trânsito e falta de remédio na Farmácia Municipal




A interdição da Praça 28 de Setembro nos trechos do Ponto de Táxis, junto ao balaústre e parte da Travessa Nestor Gomes até a Rua Presidente Antônio Carlos e o trecho desta Rua até a Praça Getúlio Vargas(Estação), causa transtorno no trânsito, com muita lentidão e engarrafamento.  Durante a noite, com o fechamento também da Praça Tiradentes, a pista lateral do jardim em direção à Rua Floriano Peixoto agrava mais o problema. O Morro da Escola fica também interditado. Nesta tarde o ponto crítico da Av. Beira Rio, próximo à Ponte da Água Limpa, estava em obras, que motivaram seu fechamento. Desse jeito, as vias alternativas se tornaram insuficientes para um escoamento dinâmico para cruzar o centro da cidade de um lado para outro.

Outra questão tem sido a falta dos remédios básicos, de uso contínuo, na Farmácia Municipal, da Rua Major Felicíssimo, no decorrer deste segundo mês da administração empossada em 1º de janeiro.    Os primeiros dias de responsabilizar a administração passada eram compreensíveis, embora a equipe de transição devesse indicar  providências saneadoras do problema de imediato, para evitar por tanto tempo essa carência de medicamentos.  Mas continuar responsabilizando os antecessores pela permanência do problema é como se os governantes ainda estivessem na oposição, e não houvessem assumido os cargos.  O tempo entre o resultado das eleições e a posse seria mais bem aproveitado se a equipe vencedora realizasse um planejamento preventivo, em caráter  provisório, sujeito às adaptações necessárias. As improvisações custam caro e dão resultados negativos. Ficam sujeitas a licitações pouco indicadas, ou até dispensadas diante da urgência. O erário sofre e transfere o sofrimento para o bolso e para a saúde do povo, ao ficar em falta do remédio, ao recorrer à compra em farmácias particulares e nos impostos que são a fonte de manutenção do erário e de seus administradores.

Estes têm que aproveitar o bônus e assumir o ônus do legado anterior. Afinal é para isto que o regime democrático oferece a oportunidade de alternância no poder, de partidos e de pessoas.  Mesmo que essa alternância pouco ou nada ofereça de transformações sociais, a oxigenação ou mudança de ares, de vez em quando, faz o povo respirar diferente.  A falta de transformações sociais decorre do predomínio do poder econômico sobre o sistema eleitoral e o processo administrativo.  Aí é outra história que depende do nível de cultura de toda a população.

As evasivas de quem assume o poder dão a idéia de tentativa de acomodação.   E em Visconde do Rio Branco não há nenhum chefe de executivo novato.  Iran está no terceiro mandato, contra quatro do Dr. João. Este tipo de sucessão está repetitivo. 

Em contraste com as iniciativas sem resultado satisfatório sobre os remédios e as pistas de rolamento defeituosas, os preparativos para festas correram velozes desde a posse.  E estão anunciados como eficientes para o Carnaval.  Os responsáveis anunciam com estardalhaço que a festa de Momo volta a ser a melhor da região. Nem o incêndio na Boate Kiss de Santa Maria no Rio Grande do Sul provocou um “pé atrás” na cautela necessária, em uma ocasião em que todo o material usado nos desfiles de blocos e escolas, como os de clubes, são inflamáveis. Afinal, prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.    

Parece que, por um golpe de sorte, a polícia, ao investigar denúncias de exploração sexual de menores nos hotéis da cidade, acabou descobriu que as instalações do antigo Hotel Braga corriam risco de desabar.  Chamado o Corpo de Bombeiros, confirmou-se que a suspeita de desabamento tem fundamento, ratificado também pelo Engenheiro Alair Silva. E o prédio foi interditado, com isolamento das áreas sujeitas a serem atingidas caso o casarão antigo venha abaixo.  Se for demolido, ou cair, a sua área e a da histórica Casa Telles formarão uma enorme lacuna de desolamento no cenário arquitetônico da Praça 28 de Setembro.  É provável que a demolição da Casa Telles tenha abalado a estrutura do Hotel Braga. Suas paredes eram unidas na divisa. Formavam um arrimo duplo.  A falta de um, abala o outro.

No meio desses acontecimentos, o site da Prefeitura anuncia medidas para oferecer tranquilidade aos foliões, como    “câmeras de segurança que serão instaladas em pontos estratégicos da cidade. Através do videomonitoramento” .

Essas medidas são corretas, em tempos normais. Mas não vêm de graça.  É uma questão de prioridade distinguir entre medicamentos e a folia. Se pode uma coisa, pode outra.  Se, entretanto, tiver que optar por uma medida, do ponto de vista popular é polêmico e complicado.  Há parcela significativa da população que avalia um administrador público pelas festas que faz. Se depender de decidir entre o agradável e o necessário, muitos políticos calculam quantos votos perde ou ganha em uma ação ou outra.

 Depois da última Copa do Mundo, o Senador Cristóvam Buarque disse: "O Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo no futebol e ficou triste. É 85º em educação e não há tristeza".

Se houver um plebiscito entre “construir os Estádios de Futebol para a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016” e “oferecer educação de graça até o Curso Superior”, adivinhem qual proposta vencerá?

Assim também funciona a distribuição de bebidas de graça, as festanças carnavalescas, e a distribuição de remédio e educação. E quem pensa em eleição, ou reeleição já tem a opção tomada.  Quanto menos o povo ler e pensar, mais fácil de manipular.

Há um tango antigo de De Osvaldo Fresedo, traduzido para o Português, e cantado por Nelson Gonçalves, com um trecho de letra assim:> “E sempre Carnaval. Vão caindo serpentinas, umas grossas e outras finas que nos vêm atordoar. E quando é Carnaval, iludindo toda gente, com sua face de inocente, todo ano é Carnaval”.

 

(Franklin Netto – viscondedoriobrancominasgerais@gmail.com)



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