(Compilação)
Projeto de Reforma Administrativa da PMV não foi bem recebido na Câmara
População usou da tribuna livre para apresentar as perdas na possível fusão das Secretarias de Educação e Cultura
Na reunião ordinária desta terça-feira
(11), o coordenador geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em
Educação de Viçosa (Sind-UTE), Paulo Gustavo Grossi da Silva; e a
ativista cultural, Jeane Doucas fizeram uso da tribuna da Casa para
tratar da reforma administrativa que irá ocorrer na Prefeitura Municipal
para o próximo ano.
O Executivo municipal encaminhou a Casa
um projeto de lei em que consolida e altera a legislação municipal que
dispõe sobre a estrutura administrativa do município de Viçosa,
excluindo algumas secretarias e fundindo outras.
E completou com um posicionamento
negativo a fusão. “Nós trabalhadores em educação, não iremos aceitar de
maneira nenhuma a decisão de se fundir Secretarias que possuem perfis,
necessidades e demandas completamente distintas como é o caso das
Secretarias de Educação, de Cultura e de Esportes”, salientou.
Ela ressaltou que não é contrária a
reforma administrativa. “Julgamos ser pertinente e necessária a
reformulação para uma administração mais enxuta e com recursos alocados
para efetiva gerência e soluções dos problemas da cidade. Porém, essa
reforma não deve se pautar exclusivamente na lógica do corte. Somos a
favor do diálogo, da participação pública e de estudos para a realização
de diagnósticos sobre as reais consequências que esta fusão acarretaria
às estratégias de desenvolvimento sustentável do município”.
E defendeu a ideia de que a fusão
representaria perdas às duas instâncias. “Uma Secretaria de educação tem
prioridades, necessidades e demandas que serão somadas às especificas
da cultura. Não concebemos um gestor que possa lidar a contento com
temas tão distintos como educação, cultura, patrimônio e esportes, sem
prejudicar, mesmo que sem intenção, alguma destas instâncias”, destacou.
“Como sobrecarregar uma secretaria tão
importante quanto à de educação? Temos que ter uma reforma sim, mas com
diagnóstico e proposta”, proferiu a Vereadora Cristina Fontes (PMDB).
Ela lembrou de todo a mobilização e conquista da secretaria de cultura
neste último ano e falou do prejuízo que as mudanças poderiam trazer às
conquistas. “Há secretarias que podem ser fundidas de maneira mais
tranquila. Muitas secretarias importantíssimas para o município estão
sendo extintas, a cidade vai ter danos”, previu.
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