quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

José Luiz Lopes Gomes(De Viçosa-MG) - Rio-branquenses na Sétima Arte









     Luciano Bittencourt e Sindoval Rodrigues.

     Com a aproximação dos preparativos para o 2º Festival de Cinema de Visconde do Rio Branco Geraldo Santos Pereira, o grupo coordenado pela Professora Theresinha de Almeida Pinto começa a descobrir outros conterrâneos que brilham no exercício da arte da tela. É o caso de Luciano Bittencourt, filho de dona Olga Bittencourt e Sô Nego,  e Sindoval Aguiar, irmão adotivo.

        Luciano conta que não participou da produção de o Menino e o Vento, mas do Eu dou o que ela gosta, ambos rodados nesta cidade. O primeiro nos anos 60, o segundo nos anos 70 do Século Passado, como conta o próprio Luciano:
- Eu não fiz parte da equipe de filmagem e nem do elenco do filme rodado aí em Visconde do Rio Branco, " O Menino e o Vento ". O meu primeiro trabalho, no cinema foi no clássico " A Navalha na Carne " , peça teatral adaptada para o cinema, dirigida pelo Mestre Diretor Braz Chediak( deu no New York Times ). Nesta produção, fui assistente de direção(estagiário) em seguida, fiz outros trabalhos de assistente de montagem nos filmes: Ainda Agarro Esta Vizinha, Café na Cama, etc.etc. Logo após vieram outras produções e fui assistente de direção nos seguintes filmes: O Roubo das Calcinhas, O Esquadrão da Morte, " Eu Dou O Que Ela Gosta" ( rodado em Visconde do Rio Branco) e por último Bonitinha Mas Ordinária. Sendo o filme o Roubo das Calcinhas, em dois episódios, um com direção do Braz Chediak e o outro com direção do Sindoval Aguiar( intelectual de VRB e criado pelos meus pais). Fiz também, já como diretor o curta " Crise ", ficando em segundo lugar no 2º. Festival Nacional de Curta- Metragem, tendo a participação do Jotta Barroso e do Gilberto Passos no papel principal. Este Curta -Metragem ficou por 06(seis) meses passando na Sala de Projeção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro( Cinemateca do MAM ).





Luciano fala sobre Sindoval e Navalha na Carne, entre outras coisas:

o episódio citado acima, dirigido pelo Sindoval Aguiar, levou o nome de " I Love Bacalhau " , do qual eu fui assistente de direção e o meu nome artístico é Luciano Antonucci, junto ao Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro. E o Roubo das Calcinhas, dirigido pelo Braz Chediak, também com minha assistência na direção. A Navalha na Carne é de autoria do Plínio Marcos e adaptação para o cinema e roteiro, pelo Braz e Sindoval, foi todo filmado na "Lapa", em preto e branco, com Jece Valadão, Glauce Rocha, Emiliano Queiroz.


Fernanda Jesus, atriz de Eu dou o que ela gosta, fala de relançamento do filme

A atriz de "Eu dou o que ela gosta" se diz emocionada por ter recebido um vídeo do filme e coloca imagem do seu cartaz como perfil:



O prefeito de Visconde do Rio Branco, Minas Gerais, acabou de mandar um e-mail, falando do filme e mandou de presente um vídeo também, está todo mundo de lá, querendo me ver de novo nas telas, pode? fiquei emocionada c/ tanto carinho!!

Fernanda conta que, na época da filmagem de Eu dou o que ela gosta, namorava o craque Doval, do Flamengo. 

-      EM HOMENAGEM AO POVO MARAVILHOSO. DE VISCONDE DO RIO BRANCO,  MUDO MEU PERFIL PARA O FILME QUE NELA FOI FILMADO. EU DOU O QUE ELA GOSTA. QUE VAI SER LEVADO BREVE NESTA BELA CIDADE. !


ESTE CARNAVAL ESTÁ É ME DANDO MAIS SAUDADE, AI MEUS AMORES, PARECE BRINCADEIRA, (E MOSTRA UMA FOTO) MAS É A MINHA PRIMEIRA COMUNHÃO, SÓ EU MESMA.
 Então flamenguistas! Namorei Doval na época que o filme foi lançado, é um presente pra vocês amigos que adoram o Flamengo!!
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E Maria de Fátima Henriques, mãe e assistente de produção de José Augusto Muleta, autor de A Banda, afirma:

- Feliz em saber que o II Festival já está a caminho... contem comigo.

Amante da história e da cultura do Município, Edgard Amin Torres tenta, há muito tempo, resgatar esse filme. Percorreu várias instâncias de governo, desde o municipal até federal. E fez contato com quase todas as instituições ligadas ao cinema. Demorou. Mas parece que seu trabalho deu resultado.  Cineastas Jorson e Luciano Benhame são outros que vêm produzindo por conta própria. Lutam contra obstáculos e vencem pela força do ideal. 


       Desta forma, percebemos que o 1º Festival de Cinema de Visconde do Rio Branco Geraldo Santos Pereira teve repercussão maior do que se esperava. Foi apenas o lançamento de um evento cultural ainda inexplorado na cidade. Os filmes aqui produzidos, a existência do Cine Brasil desde 1909, e outras casas do mesmo gênero que existiram em épocas diferentes revelam que o gosto pela arte vem de longe, e fez despertar muitos talentos da terra que se revelam e vencem além fronteiras. 

       A cada Festival, outros valores surgirão e acabarão por despertar o resgate de uma casa de espetáculos do gênero que o público reclama. Pela sua história e representatividade, pelo simbolismo,  melhor seria começar pela restauração do próprio Cine Brasil, cuja fachada conserva o traço original de uma arquitetura que deu status cultural a Visconde do Rio Branco por muito tempo.

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