sexta-feira, 5 de abril de 2013

COLUNA DO PAULO TIMM(Torres-RS) - Drops abril 05





Drops abril 05 

ADAGIÁRIO BRASILEIRO 

Leonardo Mota Neto

 'No mundo não tem uma Maria só" (De Leonardo Mota,em 
Adagiário Brasileiro") 

 DESTAQUES CULTURAIS 
 Vídeo 
Piratas Somalis 
marcoerlandi@gmail.com compartilhou um vídeo no YouTube
Piratas! Quem são os verdadeiros piratas da Somáliapor Milsonei dos Santos Cardoso
O diretor espanhol Juan Falque nunca se convenceu muito com a série de 
reportagens e denúncias sobre os piratas da Somália. Por isso, decidiu pesquisar 
sobre o assunto. O resultado é surpreendente: neste documentário, ele prova quem 
são os verdadeiros piratas nas águas internacionais da Somália. 
Tradução: João M.F. Galizes 

 AVISO AOS NAVEGANTES 

Luana Piovani reclama de problemas do Rio de Janeiro: ‘podre, 
polícia-bandido, ônibus em alta velocidade’ Atriz tem 36 anos (Foto: AgNews)Luana Piovani, 36, usou 
novamente as redes sociais para desabafar. Nesta quarta-feira 
(3), a atriz escreveu em seu Twitter que está cansada de ver o 
Rio de Janeiro, cidade onde mora, abandonada. De quebra, a 
loira ainda mandou um recado para o governador do Estado, 
Sérgio Cabral (PMDB-RJ). 
"O Sérgio Cabral mora aqui pertinho, estou quase indo lá dizer 
umas verdades para ele. Rio está um c... sujo! Rio, eu amo eu 
cuido, sei!! Copa, Olimpíada, sei", disse ela. 
No microblog, ela prosseguiu e apontou alguns problemas da 
cidade: "saco cheio dessa cidade linda e podreeeee!!!! Bandido, 
polícia-bandido, elevado do Joá, ônibus em alta velocidade com 
20 multas, van do diabo e vem me falar de pôr do sol?? De copa 
das Confederações?? Lagoa podreeee, praia podree, tudo 
sujooo!! Só tem bandido cercando o pobre povo jogado na lama. 
Irritação agudaaaaaaa". 
A atriz, em tom de indignação, ainda afirmou que deveria existir 
uma mobilização internacional a favor da cidade. "Quero ver o 
Cassel e a Bellucci achando o Rio demaaaaais, deixando 
aquelas filhas lindas soltas por aí. Deviam era fazer um 
movimento internacional e fechar o Brasil. Aí teriamos que nos 
preocupar e organizar as internas. Parar com essa cachaça de 
cidade maravilhosa. Maravilhosa para quem, cara pálida?"

Recados -Benicio Schmidt 
Todo apoio para a Moçada! Forza!!!!!!Prezados (a) Amigos (a), 
Vimos por meio deste, comunicar a todos que a reunião mensal 
da OSCIP Amigos do Trem, acontecerá sábado, dia 06/04/2013, 
no horário de 16:00hs na automotriz/litorina estacionada ao lado 
da estação ferroviária de Mariano Procópio, na cidade de Juiz 
de Fora/MG. 
Participe da mesma e pague sua mensalidade em dia!!
OBS: Favor comunicar a todos sócios e simpatizantes da nossa 
Associação da data e hora da reunião 
Cordialmente, 
Paulo Henrique do Nascimento 
Presidente da Ong Amigos do Trem
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NOTÍCIA EM DESTAQUE 
Coluna do Timm - Remembranças da Frente Ampla. O cronista anda sempre à cata de acontecimentos do cotidiano que lhe evoquem a inspiração. 
Mas confesso que a conjuntura me parece muito enfadonha: No plano internacional além das 
intermináveis querelas no Oriente Médio, agora repercutindo sobre Síria e Irã, o heróico brado 
do líder da Coréia do Norte, beira o ridículo. Analistas apostam que ele não é louco. Deseja 
apenas “negociar” algum apoio das potências ocidentais. Tomara! Mas diz a sabedoria 
popular que o Diabo está nos detalhes. E eu temo que nessas análises algum detalhe não 
esteja sendo percebido... Entre nós, a história requentada do baixo crescimento da economia 
com o agravante da volta da ameaça inflacionária não me comove. Fico à espera de algo mais 
arrebatador: Os líderes do PT condenados no Mensalão resolvem fazer auto-crítica e se 
retiram da vida pública; produtos industrializados ultrapassam em valor as commodities na 
pauta de exportações, anunciada a Reforma Política: Partidos são dissolvidos em benefício do 
livre direito a candidaturas, fim dos Cargos em Comissão, ninguém pode ter dois mandatos 
sucessivos... Ahhhh! Se isso fosse verdade... 
Recorro ao Dr. Google: Que dia é hoje? O que se celebra? Quem nasceu ou morreu nesta data? 
E tenho uma opção, já quase esquecida de todo mundo: Nesta data foi decretado, em 1968, 
através da Portaria n. 117 do Ministério da Justiça , o fim da Frente Ampla? Veja-se como no 
regime ditadorial se fazia política: Por Portaria...! Coincidentemente, a Frente Ampla foi a 
última tentativa de enfrentamento democrático à ditadura. A partir daí desata-se o horror e a 
violência . No dia 13 de dezembro daquele ano seria decretado o AI-5 e o país mergulharia nas 
profundezas amargas dos “Anos de Chumbo”, que duraria até a posse do General Geisel, em 
1974, quando ele dá início à “Abertura Lenta , Segura e Gradual”, sob cujo caráter, de alguma 
forma, ainda vivemos... 
 Jornal do Brasil, de 06/04/1968. 
Frente Ampla...? O que é isto? 
Foi um movimento de contestação à ditadura criado por um de seus maiores promotores 
e defensores, Carlos Lacerda , então defenestrado pelos Generais, e que chegou a ter o 
apoio de João Goulart e Juscelino Kubitschek, jamais do Brizola.. Teve vida efêmera, 
menos de dois anos, e ainda hoje é pouco estudado. Ficou sepultado com a morte 
misteriosa destes líderes oito anos depois. E muitos altos e baixos. Em maio de 1967, por 
exemplo, em discurso na Câmara dos Deputados, Renato Archer, um de seus articuladores, 
informou que , em vista da posse de Costa e Silva, o Movimento entraria em recesso por 90 dias. 
Muitos apoios diluíram-se, neste espasmo. No final de agosto, depois de várias advertências do regime a Lacerda para que suspendesse as articulações, o ministro da Justiça, Gama e Silva, 
proibiu sua presença de Lacerda na televisão. Era a ante-sala de sua cassação. Archer, então, 
assumiu a secretária-geral da Frente Ampla, comandando o apoio de JK e Goulart ao 
Movimento.
A frente ampla 
Movimento político lançado em 28 de outubro de 1966 com o objetivo de lutar pela “restauração 
do regime democrático” no Brasil, a Frente Ampla tem como principal articulador Carlos Lacerda, 
e contou com a participação dos ex-presidentes (e inimigos) Juscelino Kubitschek e João 
Goulart. 
Em setembro, a imprensa referia-se à formação de uma frente política — batizada de Frente 
Ampla — reunindo Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek e João Goulart, e seus correligionários. 
As negociações de Lacerda com Juscelino, cassado em junho de 1964 e exilado em Lisboa, 
encaminhadas pelo deputado do MDB Renato Archer, avançavam com relativa facilidade, mas 
com Goulart, desenvolvidas por intermédio do emedebista Armindo Doutel de Andrade, 
mostravam-se mais difíceis. Cassado pelos militares logo após o golpe, Goulart vivia em 
Montevidéu. 
( Lacerda - http://direitasja.com.br/) 
O movimento teve início com a publicação, por Carlos Lacerda, de um Manifesto, que é uma 
análise da conjuntura política , lançado em 28 de outubro de 1966 com o objetivo de lutar pela 
“restauração do regime democrático” e teve como momentos importantes a “Declaração de 
Lisboa” firmada por Lacerda e JK , de novembro de 1966 , e a Declaração de Montevidéu, 
firmada por Lacerda e Joáo Goulart em 26 de setembro de 1967. 
Carlos Lacerda é uma das figuras mais marcantes da galeria dos políticos 
brasileiros. Oriundo de família de comunistas, foi simpatizante do PCB até o ano 
de 1939. Nesta data teria sido repreendido pelos comunistas e “virado a casaca”, 
vindo a se tornar no maior líder contra os comunistas e os Governos de Vargas 
(1951-54) , JK (1955-60) e João Goular (1961-64) . Daí ser conhecido como “O 
demolidor de Presidentes”, sempre voltado à mobilização conservadores como 
reação às tendências esquerdistas daqueles Governos. Neste sentido, veio a 
cumprir um papel decisivo ao êxito do Golpe Militar em 31 de março de 1964, 
contribuindo com inflamados discursos , veementes editoriais e artigos no seu 
Jornal “Tribuna da Imprensa” e inflamados discursos na Câmara dos Deputados, 
onde brilhava. Uma de suas frases mais famosas ficou registrada num destes 
editoriais, no dia 09 de novembro de 1955, sobre a eleição de JK: 
 “...esses homens não podem tomar posse; não devem tomar 
posse; não tomarão posse”. Lacerda, era, pois, além de reacionário, golpista inveterado. Virou-se contra o regime militar 
quando percebeu, com a suspensão das eleições presidenciais, previstas pela Constituição, para 
se realizar em 1965, foram suspensas, prorrogando-se o mandato do General Presidente 
Castelo Branco até 1967. Sucedendo-se o regime viria a dissolver os Partidos Polítcos em 1966, 
frustrando cada vez as ilusões de Lacerda em se candidatar à Presidência. Nas eleições deste 
último ano sofreria, ainda, um revés, ao ver seu candidato ao Governo da Guanabara (RJ) 
derrotado pelo ferrenho adversário Negrão de Lima. 
Visto com desconfiança seu Manifesto, em virtude do “vício de origem”- Lacerda, alcunha “O 
Corvo”, fora o maior adversário de Vargas, JK e Jango - , o Movimento levou algum tempo para 
ganhar corpo e relevo político. Só depois da adesão de Kubtscheck e Goular ele se tornaria 
convincente. Chegou a fazer comício mobilizadores nas cidades paulistas de Santo André, São 
Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, em dezembro de 1967, e em Londrina e Maringá, no 
Paraná, no início de abril de 1968. “Esses últimos eventos, reunindo mais de 15 mil pessoas, 
coincidiram com as manifestações estudantis realizadas em todo o país em repúdio à violência 
policial que, no Rio de Janeiro, causara a morte do estudante Edson Luís de Lima Souto no final 
de março”. (Lacerda, cit) 
Manifesto da Frente Ampla. Íntegra (1966) 
27.10.1966 – Carlos Lacerda 

O MANIFESTO 
“Em nome do povo brasileiro vimos apresentar o protesto e a 
reivindicação que ele merece e exige. 
Representamos correntes de opinião que, juntas, reúnem a 
maioria do povo. Representamos, também, instituições que, 
perante a História, encarnamos pela mão do povo. Defendemos 
o voto e a lei, em função da ânsia de liberdade e do progresso 
social, cultural e econômico que caracteriza o Brasil moderno 
no mundo em mudança. 
Dessa representação nenhuma violência nos pode privar. E o 
povo precisa que seus líderes falem - para que em seu lugar não 
sejam ouvidos apenas os que têm medo do seu voto. 
Juntos, não somos a mera expressão de uma frente ocasional. 
Nosso encontro é mais importante do que as nossas pessoas. Temos o dever de dar voz ao povo silenciado. E definir, em seu 
favor, os rumos que, seja qual for o sacrifício pessoal a fazer, o 
povo tem o direito de exigir de todos os que tiveram ou aspiram 
a ter a honra de governá-lo. 
Há momento em que se unir para lutar por todos é a única forma 
de ser coerente. Assim, diante da invasão. Assim, também, 
diante da usurpação. Assim, na guerra. Assim, nessa guerra que 
o Brasil tem de enfrentar, a guerra contra o atraso, o 
pessimismo, o desalento. Essas forças negativas apropriaram-se do poder. O POVO precisa, unido, mobilizar-se para fazer 
triunfar a esperança de dias melhores. 
A nossa união, pessoalmente desinteressada, representando a 
superação de graves divergências e naturais ressentimentos, é 
respeitável precisamente porque não é manobra política e, sim, 
mandado de consciência. 
Não foi fácil o nosso encontro. Mas vale o esforço pelo 
resultado e pelo exemplo. Nossa pessoa é o que menos 
interessa. As ditaduras vivem da desunião dos que prezam mais 
as suas divergências do que a liberdade do povo. Por isto, mais 
do nunca, esquecemos o amor-próprio e a vaidade para falarmos 
juntos o que a grande maioria do povo sente, pensa e quer. 
O exílio e o ostracismo não bastam para exonerar-nos da 
condição de brasileiros e da obrigação de fixar rumos, ante a 
decepção e a angústia que se apoderaram do povo. Pode o 
arbítrio privar alguns ou muitos, segundo a maré do ódio ou as 
tortuosas conveniências do grupo dominante, do seu direito de 
influir nas decisões nacionais. Mas, não nos prova nem isenta 
dos nossos erros e capacidades; esses deveres têm de ser 
exercidos com lealdade e na hora oportuna, que é esta. 
Houve uma "eleição para a qual o povo não deu poderes a 
ninguém." Tem o povo o direito de saber o que pretendem fazer 
à sua custa os que se arvoram em tutores do Brasil.Não nos encontramos para o conformismo nem muito menos 
para a adesão, como fazem alguns que serviram conosco ou se 
serviram de nós, mas se ajuntam à usurpação e colaboram com 
a impostura sem olhar coerência e, sim, apenas conveniência. 
Numa hora de evasivas, trazemos uma afirmação. Numa hora de 
pretextos, trazemos motivação. Numa hora de violência, 
trazemos uma palavra de paz. Não uma paz imposta, mas uma 
paz consciente e livre. 
Não fazemos a apologia do passado. Nem crítica, nem
autocrítica. Apenas ressaltamos que havia um esforço 
constante de aperfeiçoamento do tempo. Esse esforço recebeu 
a contribuição menor ou maior, no governo ou na oposição, dos 
signatários e de milhões de brasileiros. Hoje, essa conquista, 
renegada por alguns, é negada a todos. Depende do capricho de 
um e do arbítrio de alguns que tal capricho guiam, ao sabor de 
suas conveniências e peculiares interesses. Preocupa-nos, nos 
erros do presente, o comprometimento do futuro do Brasil. 
Renegar o esforço, já incorporado ao patrimônio do povo, de 
tantos anos de exemplos e lutas, é deixar no país a ferida 
aberta às infecções totalitárias. Essa tristeza, essa desalentada 
postura em que ele se encontra, não é senão a véspera do 
desespero, que leva a tudo. Já o protesto da mocidade 
brutalmente sufocada é a evidência da inevitável reação do 
povo. 
A eleição foi suprimida e, no entanto, era cada vez mais 
autêntica. Interrompê-la, agora, é um crime contra a eficácia do 
processo democrático em que erram os ditadores, os seus erros 
inevitáveis, mas os corrige pelo próprio uso dos instrumentos da 
democracia. Os ditadores raramente acertam onde o povo erra. 
E, quando erram os ditadores, o seu erro quem paga é o povo. 
Havia, e urge reacendê-lo, um impulso de fé e confiança do povo 
em suas próprias forças. Governar deve ser animar. Hoje, é 
deprimir. Governar deve ser mobilizar entusiasmos e
capacidade. Hoje, é desconfiar e improvisar. Havia um certo otimismo criador sem o qual as nações se confessam de 
antemão vencidas. Esse otimismo precisa ser restaurado. Para 
isto é preciso substituir no poder os que desprezam o povo 
porque, não conseguindo inspirar confiança, são pessimistas, 
sistemáticos. 
A crise de confiança em nome da qual se derrubou um governo, 
suspeitado de pôr em perigo as eleições, tornou-se uma trágica 
realidade sob o atual governo, que acabou com as eleições. 
Como pode o povo confiar em quem nele não confia e, para não 
lhe dar vez, tomou-lhe o lugar? 
Revolução autêntica teria sido aquela que desse, há de ser 
aquela que dê ao povo maior participação, e não menor, nas 
decisões que marcam o seu destino. 
O povo não quer o que lhe dão, ou seja, um governo 
subserviente a decisões tomadas no exterior, hostil ao povo e 
temeroso do seu julgamento, usando abusivamente as armas da 
segurança nacional para coagi-lo e imobilizá-lo, implantando a 
insegurança, a descrença e a ansiedade em todas as classes e 
em todos os lares. 
As desculpas para um regime antidemocrático estão esgotadas. 
O Brasil repele tutelas e curatelas. 
Não há quem não estranhe que se pretenda converter o Brasil 
em arena para um prélio de oportunistas em busca de
supremacia pessoal. Entre o messianismo teleguiado de uns e 
as evasivas táticas de outros, impõe-se o dever de falar e, com 
clareza, assumir compromissos e responsabilidades perante o 
único senhor deste país, que é o seu povo. As próprias decisões 
da política econômica, em cujo nome tantos crimes se 
cometem, exigem, para serem eficazes, essa garantia. Pois, 
como pode a opinião pública, nacional e internacional, 
confirmar o que desconhece, acreditar no que não se afirma, 
conhecer o que deliberadamente se pretende ocultar?Por tudo isso é que nos decidimos a traduzir as exigências do 
povo brasileiro. A ele devemos gratidão e fidelidade. Aos 
trabalhadores esmagados pela reação, que os expulsou da 
comunidade como se fossem párias. Foi-lhes negado voz para 
protestar e voto para decidir. São oprimidos pelo desemprego, 
pela perda crescente do seu poder aquisitivo, pelo 
congelamento dos salários, pela instabilidade que agrava a 
injustiça. Aos trabalhadores declaramos a nossa disposição de 
realizar essa união para defender o seu direito de existir e de 
aspirar a melhores condições de vida. 
Aos estudantes, para os quais a escola continua a ser escassa, 
nega-se até o direito de se manifestarem - nessa nação de 
jovens - com o entusiasmo e o altruísmo da juventude. Aos 
moços, declaramos o nosso propósito de, juntos, lutarmos para 
que eles tenham a oportunidade de influir e, participando, 
preparar-se para tomar conta do que é seu. 
Às mulheres, lembramos que os sentimentos religiosos foram 
explorados pelos que se atiram hoje contra a Igreja, à qual os 
usurpadores pretendem negar o cumprimento do dever de 
exprimir o protesto dos injustiçados e dar voz aos que foram 
silenciados. 
A elas e, em geral, à família brasileira, declaramos que a nossa 
aliança visa à garantia da paz dos povos livres, a paz dos povos 
confiantes, a grande paz generosa dos povos que deliberam e 
decidem, diferente da paz do medo, a paz das emboscadas e 
dos sofismas, a paz dos artifícios legais para destruir a 
legalidade, a falsa paz dos golpes retrógrados e das revoluções 
sem programa. 
Às classes médias, que se ampliavam e precisam crescer, como 
elemento e sintoma de equilíbrio e prosperidade numa 
sociedade democrática, hoje esmagadas e marginalizadas, 
lançamos esta palavra de convocação e união. Os empresários, os quadros dirigentes da administração 
pública e privada, os que dispõem de recursos para investir e 
tentam formar a poupança para acelerar a formação do capital 
nacional são menosprezados, mantidos em suspeita, tratados 
como se alguns ocupantes do poder tivessem o monopólio da 
integridade e da competência. Aos que criam a riqueza negam 
tudo, a começar pelo crédito. Mas tudo se concede a quem, 
vindo de fora, compra o que os brasileiros já não podem manter 
ou já não se animam a fazer; e, a título de assessorar os 
instrumentos dessa ocupação branca, dirigem a nação. 
Quanto mais se improvisa mais se mente ao país, que só pela 
verdade terá salvação. 
É a longa experiência, contraditória e sofrida desses brasileiros 
todos, de todas as classes e setores, que nós reclamamos seja 
ouvida e respeitada. Incluímos, naturalmente, os militares, cuja 
tradição democrática não permite que apoiem a usurpação dos 
direitos do povo. O conceito moderno de segurança nacional 
inclui as Forças Armadas como participantes ativas do 
desenvolvimento econômico, pelo aproveitamento econômico, 
pelo aproveitamento de seus quadros em tempo de paz. Nem 
isso fez o governo, no entanto chefiado por um militar que 
promove o divórcio entre o povo civil e militar. O regime vigente 
que só se define pela negativa, dizendo-se "anti-subversivo" e 
“anticorrupto” é antidemocrático e antinacional. Pelo arbítrio, 
subverte e, pela coação, corrompe. 
O espírito retrógrado, a política anacrônica, a subserviência a 
decisões estranhas ao interesse nacional, a mentalidade 
reacionária não são a defesa adequada contra o que a maioria 
repele. Muito menos num país cujo ímpeto é progredir sem 
prevenções nem subordinações espúrias. 
Impor-se ao povo pela força é convencer o povo de que só pela 
força ele pode recuperar os direitos que lhe foram arrebatados. 
Não é possível que a força armada seja o único instrumento de 
constituição e funcionamento de um governo. Não se pode aceitar que oitenta milhões de criaturas sejam dirigidas pela 
coação e pela intimidação. Se o "vácuo político" é que deu 
ensejo à ocupação do poder pelas armas, é templo de unir o 
povo - todo o povo, civil e militar -, para acabar com essa 
anomalia e colocar o Brasil no caminho da democracia. 
Revolução não quer dizer "recuo" nem "deformação", quer dizer 
transformação". 
A nossa voz é de protesto e advertência em favor de uma saída 
democrática para o Brasil - enquanto é tempo. Não queremos a 
volta ao passado. O que nos move não é a nostalgia nem a 
vendeta. 
Queremos para o Brasil sempre o melhor. Por isto mesmo é que 
as vozes que lhe deram o exemplo de sua capacidade de luta e 
afirmação, até os extremos da desunião, unem-se agora para 
dizer aos brasileiros que é tempo de acabar com a impostura 
dos falsos salvadores da Pátria da Democracia. 
Porque o nosso pronunciamento é de união do povo, por 
convicção e não pela ambição pessoal ou mero oportunismo, 
cada palavra que escrevemos é medida e visa a exprimir a 
realidade sentida e vivida pelo nosso povo. 
Tudo o que nos separou e pode ainda distinguir aspectos 
peculiares de nossas convicções, modos de ser e agir, cede ao 
que é mais profundo e permanente em cada brasileiro, o 
mesmo sentimento da pátria e o mesmo dever para com o povo 
que governamos e continuamos a representar. 
Reclamamos para o Brasil a instalação de um regime 
democrático que considere as transformações do mundo atual e 
seja fiel às peculiaridades nacionais, de forma a permitir a real 
participação política de todos os setores do povo. 
É necessário convocar, a curto prazo, eleições livres pelo voto 
secreto e direto. 
Exigimos respeito às garantias jurídicas e aos direitos 
individuais. Sobretudo, proteção à pessoa humana, livre de toda coação senão a da lei livremente elaborada e sancionada por 
representantes livremente eleitos pelo povo. 
Consideramos indispensável uma reforma dos partidos e das 
instituições, para que representem, de fato e de direito, os 
interesses do povo e não sejam mecanismos frios, vazios de 
conteúdo, impostos por tutores e não propostos por líderes 
democráticos. Será o único meio de contar a nação com 
instituições e partidos autênticos, capazes de não serem 
empolgados por minorias sociais, grupos financeiros ou forças 
internacionais. 
Afirmamos que a política econômica deve ser inequivocamente 
ditada só pelo interesse nacional. Nem política "de choques", 
nem "gradualista". Estas partem de uma noção falsa, a de que o 
maior, senão único problema é "salvar" a moeda. Depois do 
malogro dessa política continuam a insistir na tônica errada 
como se o erro fosse apenas de aplicação e não de concepção. 
O que está errado é confundir com inflação os investimentos e 
despesas indispensáveis à aceleração do desenvolvimento - 
sem a qual o país passa da pobreza à miséria, com todas as 
suas conseqüências. Perdendo a nação, não se salva nem a 
moeda. Não adianta, pois, tentar salvar a moeda condenando a 
nação à estagnação e o povo ao desespero. 
O desenvolvimento econômico é o objetivo central da política 
que propomos. Não tem cabimento adotar fórmulas rígidas 
concebidas para países ricos e impostas a países que ainda não 
enriqueceram. A política econômica para o Brasil tem de visar à 
expansão do mercado interno, melhores salários para aumentar 
a capacidade de consumo e incorporação dos setores rurais 
marginalizados do processo econômico. 
A ajuda estrangeira não pode continuar a ser a panacéia, com 
que nos acenam como pretexto para reduzir a capacidade de 
consumo e a expansão econômica brasileira dentro de suas 
próprias fronteiras. Internamente, não se trata de apelar para os ricos nem se 
queixar porque não dão esmola bastante aos pobres, e sim dar 
apoio afetivo à criação da riqueza nacional. Isso se consegue 
pela defesa intransigente dos preços dos produtos que 
exportamos, pela prioridade nos investimentos e, sobretudo, 
pela necessidade de fazê-los a curto, médio e longo prazo, 
segundo prioridade e metas devidamente programadas.
Não advogamos a causa da inflação. Essa é crônica e não tem 
nem precisa ter dia marcado para acabar. Se não foi extinta 
com a política do desenvolvimento também não o foi nem será 
com a política da estagnação. 
Nenhum país ainda pobre resolveu seus problemas com a 
política imposta pelo FMI. Ao contrário. Seus resultados, no 
Brasil, em dois anos e sete meses, são: desestímulo, 
desorientação, desemprego, decadência, desordem e 
desespero. 
Aos ricos promete-se, agora, que ficarão mais ricos. Mas ao 
mesmo tempo são ameaçados de novas taxações. Pois o regime 
que prometeu estímulo à iniciativa privada declarou guerra ao 
lucro. 
Enquanto isso, os pobres já não têm o que comer e os 
remediados se empobrecem. Só o Estado, pela arrecadação dos 
impostos, enriquece. E ainda assim apenas na aparência. O 
“equilíbrio” orçamentário não inclui o indispensável aumento 
dos vencimentos civis e militares, o que basta para mostrar a 
falsidade. O “saldo” de divisas é apenas o resultado da “falta” 
de importações por estagnação econômica. 
A obsessão de “primeiro arrumar a casa” financeiramente leva a 
destruí la economicamente. Não é por meras evasivas que se 
pode contornar a necessidade de uma definição que exige 
audácia, confiança e o indispensável apoio popular.A política econômica a seguir deve basear-se nos recursos 
nacionais. A contribuição estrangeira deve ser condicionada à 
sua utilidade real e não às margens da “ajuda” de fora. 
O atual governo descapitaliza as forças da produção, contém 
salários enquanto os preços disparam, nega o crédito e 
aumenta o custo do dinheiro. É mais certo sacar sobre o futuro 
numa nação que tem futuro, do que entregá-lo ao domínio de 
interesses estranhos aos que trabalham e vivem no Brasil. 
O tamanho, as dimensões, a diversidade do país impõem a 
descentralização das aplicações da política econômica. Urge 
promover autonomia de iniciativa, mantendo-se a ação federal 
num número estrito, mas indispensável, de atividades decisivas 
na promoção do desenvolvimento. Para eliminar os focos da 
inflação crônica é preciso retomar, com as lições da 
experiência, um esforço intenso de modernização do país e 
conquista de eficiência econômica. 
A elaboração de um programa assim concebido, que está na 
consciência de todos, deve concluir pela formação e aplicação 
de um Projeto Brasileiro. Este deve ter um sentido de confiança, 
abandonando corajosamente os erros e com igual coragem 
aproveitando o que há de válido nas experiências anteriores. 
A tarefa a realizar no programa econômico, do qual o financeiro 
é mero complemento, só será exequível se com ela se
comprometerem governos, empresários, trabalhadores,
militares, o povo inteiro, em verdadeiro movimento político de 
mobilização nacional. Todo esforço nacional externa e 
internamente deve concentrar-se nesse programa. 
Urge repor o processo de desenvolvimento brasileiro em termos 
de confiança no esforço nacional, na expansão do mercado 
interno, na mobilização do povo brasileiro para aumentar a 
produção e melhorar a produtividade. Os investimentos 
reprodutivos, quer financeiros quer sociais, não devem ser 
retardados. Ao contrário, acelerados, só assim se poderá reabsorver o excesso de moeda emitida com acréscimo de 
riqueza produzida. 
É preciso, portanto, que a política econômica seja lastreada 
pelo apoio popular. Este não pode ser mobilizado pelos que 
desconfiam do povo e o temem a ponto de marginalizá-lo do 
processo político. 
Afirmamos a necessidade de adotar uma política externa que 
exclua o Brasil, expressamente, de participação em qualquer 
bloco político-militar. 
Acreditamos que o Brasil, nação emergente, mas que já começa 
a pesar na balança do poder mundial, não pode ser mero 
apêndice de quaisquer blocos políticos-militares. 
O único compromisso do Brasil deve ser com a preservação da 
raça humana, sem discriminação racial sob pretexto nenhum e 
sem paternalismos de nações sobre nações, e com o 
desenvolvimento econômico, social e cultural de cada um e de 
todos os povos. 
Afirmamos a necessidade de rever e atualizar o conceito de 
segurança nacional, de modo a que as Forças Armadas
participem desse esforço. Insistimos na necessidade de 
formular uma doutrina militar própria do Brasil, atualizada em 
relação às suas tarefas em tempo de paz, visando ao bem-estar 
do povo e pleno exercício da soberania nacional. 
Reivindicamos a discussão, a proposição de uma política de 
reformas nas estruturas sociais e econômicas que retardam a 
aceleração do progresso nacional e a ascensão das forças do 
trabalho. Esta deve ser a tônica de uma política de paz e 
reforma democrática para acelerar o desenvolvimento. O Brasil 
precisa recuperar-se do atraso que lhe vem sendo imposto por 
pretextos e manobras que não conseguem esconder seu fundo 
obscurantista. Tais reformas devem atender a quatro imperativos. O da justiça, 
no plano social. O da produtividade, no plano econômico. O da 
consolidação da soberania, no plano nacional. O da unidade 
básica do povo, para assegurar o fortalecimento da regra 
democrática: o livre debate, a predominância da maioria, o 
respeito às minorias e ao seu direito de se transformar em 
maioria, a convivência dos contrários. 
Essas reformas devem ser examinas com objetividade e 
franqueza, sem preconceitos nem sectarismos. 
Queremos soluções práticas, ajustadas às tradições e às 
aspirações nacionais. Damos especial ênfase à reforma 
administrativa, na qual se impõe uma política de preparação de 
quadros capaz de garantir a execução harmônica e coerente 
das grandes etapas do crescimento nacional. 
Reivindicamos o debate, proposição e aplicação de uma política 
de educação e ensino que atenda, também, a esses critérios; 
consagre a síntese entre a tradição cristã e a humanista e dê 
prioridade à revolução tecnológica, a fim de que o Brasil possa 
acelerar o passo. O atraso tecnológico de uma nação como o 
Brasil aumenta os riscos do desaparecimento da soberania 
nacional e põe em perigo, por isto mesmo, a paz mundial; pois 
uma nação não se submete sem luta; e a luta, nesse caso 
inevitável, seria o começo de uma conflagração continental. 
Não pode o Brasil conformar-se com o papel de satélite 
tecnológico. É parte essencial da luta pelo desenvolvimento o 
esforço pela atualização da ciência no Brasil. 
Queremos que a nação reúna a experiência dos conservadores, 
a prudência dos moderadores, a esperança dos inconformados, 
a audácia dos reformadores. Tudo isso unido pela aspiração 
comum de “democratização” e “afirmação nacional” do Brasil. 
Só assim se poderá recuperar o tempo perdido e dar agora, em 
poucos anos de esforço, paciência e fé, o grande salto sobre o 
atraso que atormenta os brasileiros. Depois de tantas lutas malogradas, de tantos sacrifícios e 
tantos êxitos desperdiçados, só um gesto de grandeza, capaz 
de superar nossas fraquezas e deficiências, será capaz de guiar 
o povo para encontrar o seu caminho fora do labirinto de 
silêncio, intrigas e pretextos em que a nação se perdeu. 
Se para a recomendação e adoção de tais diretrizes o simples 
amor ao Brasil é capaz de inspirar este entendimento entre 
adversários, de prodígios bem maiores será capaz o povo 
mobilizado e organizado, uma vez recuperada a esperança que 
perdeu. 
Com esse entendimento procuramos dar exemplos de grandeza. 
Possa o sentimento de dever com a pátria inspirar todos os 
brasileiros para que juntos consigamos o que separados não 
poderíamos fazer. 
Pela união popular para libertar, democratizar, modernizar e 
desenvolver o Brasil!” 
Em 19 de novembro de 1966, Lacerda e Kubitschek emitiram a Declaração de Lisboa. 
Deste encontro, registrou-se uma passagem que dá uma idéia da inteligência de Lacerda, ao 
mesmo tempo que do seu oportunismo político. Ele, que combatera os Governos democráticos 
na esperança de vir a ser o escolhido pelos militares para comandar o país, via-se, 
crescentemente discriminado. Não havia sido, ainda, cassado, mas estava na mira dos setores 
radicais em ascensão depois da posse de Costa e Silva. A Frente Ampla era um instrumento 
decisivo para que ele se credenciasse, novamente, à vida política do país. Juscelino aceitou 
encontrá-lo onde vivia, em Lisboa, virtualmente expulso do país. Mas, constrangido, não 
escondia dissabores com Lacerda. Vendo-o entrar na sala, JK mostrava-se reticente. Temia ser 
usado por Lacerda. Este, porém, astutamente, lhe desarma, arrancando-lhe um sorriso 
preliminar à declaração conjunta que emitem : 
- “Presidente, um povo não tem porque viver sob a ditadura só 
porque , algum dia, dois de seus maiores líderes se
desentenderam...” 
Feito o entendimento com JK , o que lhe granjeou o apoio de grande parte de parlamentares 
ligados ao antigo PSD, ora em vias de se transformar no embrião do MDB, Lacerda vai à 
conquista do apoio de Goulart, o que obtém no final de 68. Os contatos com Goulart, mantidos através do deputado Osvaldo Lima Filho e de José Gomes 
Talarico, evoluíam. No final de setembro, mais de dez meses depois da Declaração de Lisboa, 
Lacerda firmou em Montevidéu uma nota conjunta com Goulart, na qual a Frente Ampla era 
caracterizada como um “instrumento capaz de atender… ao anseio popular pela restauração das 
liberdades públicas e individuais”. 
(Lacerda, cit)
Mas teria pouco tempo de vida e pífios resultados. A Frente Ampla morreria no 05 de abril de 
1968, mas inspiraria Carlos Heitor Cony, décadas depois , a escrever um livro: “O beijo da morte”, que conquistaria o o segundo lugar na categoria Reportagem e Biografia do Prêmio Jabuti 
2004. 

OS CRIMES DOS GENERAIS
O livro “O Beijo da Morte” dos autores Carlos Heitor Cony e Anna Lee, é um romance-reportagem que trata de mortes misteriosas de grandes políticos brasileiros e até mesmo latino-americanos, entre os quais entre as quais JK, Jango e Lacerda. Segundo os autores, 
historiadores, estes políticos teriam sido vítimas de conspiração política internacional. De 
qualquer modo tais fatos ainda estão obscurecidos por falta de dados concretos verificáveis 
juridicamente. Enfim, quais são as reais circunstâncias em que morreram estes três grandes 
nomes, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Carlos Lacerda? O livro é uma excelente 
reportagem. Ambos os repórteres são muito respeitados como jornalistas e como historiadores o 
que ajuda a crer que tais circunstâncias podem muito bem ser dignas igualmente de 
credibilidade. Esta, portanto, pode superar em muito a ficção a que se lhe atribui. Como explica 
Cony, “Apesar das provas existentes, que dão como natural a morte dos três líderes, sempre 
duvidei das conclusões oficiais, e não apenas nesse assunto, mas na história em geral, que é 
uma sucessão de casos obscuros e mal resolvidos." Cony e Anna entrevistaram dezenas de 
pessoas, no Rio, em São Paulo, Brasília, Porto Alegre e Montevidéu. Examinaram habbeas-data 
e prontuários médicos. Além de textos de Cony que foram resultados de sua investigação que se 
iniciaram em 1976. O livro possui anexos com valor documental onde é pedida a exumação do 
corpo de Jango para verificar a suspeita de envenenamento, suspeita dominante hoje, e um 
outro documento super revelador, mediante ao que se criou o grande movimento Frente Ampla, 
radicalmente contrário aos “desejos” norte-americanos para manter aqui a sua hegemonia, não 
só no Brasil, mas nos outros Uruguai, Argentina e Paraguai naqueles anos finais da década de 
60. 
(. Carlos Heitor Cony E Anna Lee. O Beijo Da Morte. Rio: Editora Objetiva, 2003, 288 os 
, 2008 - Fonte:http://pt.shvoong.com/books/1762809-beijo-da-morte/#ixzz2PbSH8xh6 ) 
A Frente Ampla, pois, foi um último e sospechoso(?) suspiro para equacionar o retorno à 
democracia mutilada em 1964 por meios “diplomáticos”. Frustrada, ficou condenada ao 
esquecimento. Já não é notícia. Mas teve uma importância muito grande, na sua época, merecendo maiores estudos . De qualquer forma, é interessante, como salienta Cony, que oito 
anos depois, seus principais protagonistas – Lacerda, JK e Jango - , justo quando se anunciava 
a reabertura no país, estivessem mortos, dois deles, pelo menos, em circunstâncias estranhas. 
Talvez porque, naquela conjuntura, pudessem ter dado à dita redemocratização não só um outro 
ritmo, mas também, um outro caráter. 

BOLETINS DE NOTÍCIA 
 Manchetes Educacionistas - 5/4/13 -
Edição nº 1072
•Federalização do ensino básico é a solução? (Artigo)
•ATENÇÃO - Adiada apresentação de parecer da MP dos royalties para educação
•Ciência sem Fronteiras abre inscrição de bolsas para jovens talentos
•Conferência sobre a sociedade da informação se encerra nesta sexta-feira
•Pesquisadora afirma que crianças ociosas se tornam mais criativas
•1ª turma do método Paulo Freire se emociona ao lembrar das aulas
•EDUCAÇÃO: Conta vencida
•10º prêmio Itaú-Unicef: Mais tempo para educar o Brasil
•Ensino à distância de qualidade será divisor de águas na educação, diz presidente de 
Harvard/MIT
•Dilma quer royalties na Educação
•Raquíticos de cérebro (Artigo)
•Governo do Acre quer se firmar como centro de P&D na Amazônia
•“O PIB, para o povo, é o emprego e a renda” (Entrevista)
•Definida programação do Encontro Prepartório de Recife ao Fórum Mundial de Ciência 
2013
•MG: alunos de medicina vivem incerteza após curso ser desativado
•Justiça Federal volta a garantir apenas vista pedagógica das redações do Enem

 CLIPPING DE NOTÍCIAS ELABORADO PELO GABINETE DO SENADOR CRISTOVAM 
BUARQUE· ENVIE AS MANCHETES EDUCACIONISTAS PARA SEUS AMIGOS E AMIGAS 
E MULTIPLIQUE A INFORMAÇÃO E O CONHECIMENTO NA LUTA PELA 
PRIORIDADE DA EDUCAÇÃO ... MAIS DE 10 MIL PESSOAS RECEBEM 
DIARIAMENTE AS MANCHETES EDUCACIONISTAS ... AJUDE A MULTIPLICAR 
ESSE PÚBLICO ATIVO ...
· www.educacionista.org.br/jornal
· www.educacionista.org.br/manchete
· www.direitoshumanos.etc.br
· www.cristovam.org.br
Boletim de atualização do Portal EcoDebate - Edição 1.809, de 05 / abril / 2013
Desejamos a todos(as) um bom dia e uma boa leitura 
Países com decrescimento populacional, artigo de José Eustáquio Diniz Alves
Seminário ressalta urgência na troca do modelo econômico neodesenvolvimentista 
brasileiro
CSN doa terreno contaminado com substâncias cancerígenas a funcionários
Governo do Rio multa CSN e pede retirada de famílias de área contaminada em Volta 
Redonda
Ministério Público Federal pede paralisação de Belo Monte até que condicionantes 
sejam cumpridas
MPF/PA recorre para suspender operação policial e estudos de usina hidrelétrica no 
Tapajós
Empresa é autuada na Baixada Fluminense por captação e venda ilegal de água para 
o consumo humano
Código Florestal: o que o produtor rural pode esperar das novas regras?
RJ: Operários são resgatados de trabalho semelhante à escravidão no centro da 
cidade
Direito à visibilidade e aos direitos, por Walter Hupsel
Dois réus são condenados pela morte de extrativistas no Pará e acusado de ser 
mandante é absolvido
Doença articular compromete mobilidade de idosos[ O conteúdo do EcoDebate é "Copyleft", podendo ser copiado, reproduzido e/ou 
distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao EcoDebate e, se for o caso, à 
fonte primária da informação ] 
“Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, 
economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é 
sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo 
exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e 
politicamente influente.” 
Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário do Portal EcoDebate
Caso um(a) leitor(a) tenha enviado este Boletim ao seu e-mail e você queira ser 
incluído(a) na lista de distribuição, basta utilizar o formulário de inscrição da nossa 
página do boletim: http://www.ecodebate.com.br/boletim-diario/ . O seu e-mail será 
incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição. 
O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem 
visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros. 
Contato com o Portal EcoDebate
Suas opiniões, sugestões e críticas são importantes para que possamos aperfeiçoar o 
Portal e seu conteúdo. Pode entrar em contato conosco através do email: ecodebate@ecodebate.com.br . Este mesmo e-mail deve ser utilizado para 
solicitar a exclusão da lista de distribuição do boletim diário. 
Henrique Cortez, henriquecortez@ecodebate.com.br - coordenador Portal EcoDebate 
Site Inovação Tecnológica - 05 ABR 2013 
Em busca de matéria escura, AMS encontra excesso de antimatéria
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resultados da busca pela matéria escura. Leia mais...
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aparelhos. Leia mais...Lataria de carros elétricos armazena energia
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